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Grupo City está disposto a investir R$ 650 milhões em SAF, e Bahia já tem 1º destino para dinheiro; veja bastidores da negociação

Bahia e Grupo City alinham detalhes de proposta para aquisição da SAF do clube; negócio ainda depende de aprovação de associados


Bahia e o City Football Group (CFG) seguem caminhando para alinhar todos os detalhes do que deve se tornar uma proposta oficial do grupo dono do Manchester City para adquirir 90% da futura SAF (Sociedade Anônima de Futebol) do clube do baiano, segundo apurou a ESPN.

O presidente tricolor, Guilherme Bellintani, viajou para Manchester para se reunir pessoalmente com o grupo, que está disposto a fazer um investimento equivalente a R$ 650 milhões nos primeiros anos de parceria. As informações foram dadas inicialmente pelo “Correio”, da Bahia, e confirmadas pela reportagem.

Segundo pôde saber a ESPN com fontes ligadas ao negócio, a oferta está desenhada para que o Bahia receba R$ 50 milhões ainda em 2022 e mais R$ 150 milhões em caso de acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, totalizando R$ 200 milhões de aporte no primeiro ano.

O destino desse dinheiro também já está definido pelo Bahia: as cifras ajudariam no pagamento das dívidas do clube, hoje avaliadas em R$ 250 milhões. Essa condição é uma exigência da equipe tricolor para que o negócio com qualquer investidor avance.

O Esquadrão de Aço quer evitar os riscos de repetir o que aconteceu, por exemplo, no Cruzeiro. Por conta das dívidas do clube, Ronaldo Fenômeno exigiu alterações no acerto que havia sido feito inicialmente para se tornar dono da SAF celeste.

Com as dívidas equalizadas, os R$ 400 milhões restantes que o grupo City planeja investir no Bahia seriam distribuídos a partir do início de 2023.

O clima no clube baiano é de otimismo por um acerto com o CFG. A expectativa é que, em no máximo 15 dias, a tão esperada oferta inicial chegue nas mãos do Conselho Deliberativo do clube. Uma vez recebida a proposta, o Tricolor terá um prazo de 90 dias para dar uma resposta.

Antes de ser votada, a proposta passará pela a comissão especial formada pelo clube para entender melhor o funcionamento da SAF. O grupo terá 30 dias para analisar. O Conselho Deliberativo também terá seu período de avaliação e, por fim, caberá aos associados a palavra final pela aprovação ou não do negócio que transformará a equipe em empresa.

Entre as exigências do Bahia ao grupo City também está a proteção da identidade do clube. A equipe quer ainda trabalhar com metas esportivas em um período de médio e longo prazo, em um cenário que resultados positivos aumentarias os aportes financeiros feitos pelo CFG.

A ESPN apurou ainda que já existe um entendimento entre o Bahia e o Grupo City para a criação de um Conselho de Administração, a ser formado por um membro do clube, três dos investidores e mais um quinto nome a ser definido em consenso entre as partes. Dono de 90% da eventual SAF, o CFG teria, portanto, poder de decisão nas principais questões.

Um dos fatores que incentivou a viagem de Bellintani à Inglaterra para tratar da proposta foi o temor de “perder” o grupo City para algum outro clube brasileiro. Recentemente, por exemplo, surgiram rumores de que o Atlético-MG também poderia ser uma opção para o CFG.

Apesar dessa preocupação, o Bahia entende que tem um cenário “bem encaminhado” para a formalização da proposta. A negociação “olho no olho” em Manchester também aumentou a confiança de ambas as partes nisso. O próximo passo será com os conselheiros e sócios tricolores.