Matheus Delgado Candançan escreveu na súmula que Anderson Barros, dirigente do Palmeiras, teve ‘comportamento agressivo’ após o apito final
O Palmeiras venceu o clássico diante do Corinthians, na última quinta-feira (17), no Allianz Parque, por 2 a 1, em duelo válido pela primeira fase do Campeonato Paulista. Bem disputado e com polêmicas dentro de campo, o Dérbi também parece ter sido agitado nos bastidores.
Matheus Delgado Candançan, árbitro da partida, relatou na súmula, documento oficial da partida, um ‘comportamento agressivo’ de Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras, após o apito final, em relação a Salim Fende Chavez, quarto árbitro do confronto.
Na súmula, Matheus relata que a confusão se iniciou quando um auxiliar da comissão técnica do Palmeiras foi em sua direção reclamar de uma falta de Roger Guedes em cima do zagueiro Murilo no lance que antecedeu o pênalti a favor do Corinthians, no segundo tempo do clássico.
“Informo ainda que após o término da partida, quando a equipe de arbitragem iniciou a descida das escadas a caminho do vestiário, o Sr. Carlos Martinho não relacionado na partida, com o uniforme da equipe mandante, veio em nossa direção de maneira exaltada, inclusive me tocando com o corpo no braço e proferindo as seguintes palavras "foi falta antes no pênalti, só vocês não viram, ele empurrou".
“Posteriormente, o quarto árbitro se posiciona na frente do mesmo e pede para ele se retirar, quando o Sr. Anderson Barros, diretor de futebol da equipe S.E. Palmeiras, de forma exaltada e agressiva segura a camiseta do quarto árbitro proferindo as seguintes palavras "você não pode falar assim, aqui eu que resolvo as coisas".
Nesse momento o policiamento intervém se colocando a frente da equipe de arbitragem para conter esse diretor, gerando uma reação dos seguranças particulares do clube. Concluo dizendo que houve conflito entre os seguranças e os policiais, sendo finalizado rapidamente”.
Como o Palmeiras enxerga a acusação?
O ESPN.com.br apurou com fontes ligadas ao clube paulista que, na visão de pessoas presentes no local no momento da confusão, a história foi um pouco diferente. Fontes da reportagem relataram que Anderson Barros se dirigiu ao local para retirar o auxiliar do Palmeiras de perto do árbitro.
O diretor do Palmeiras, ainda segundo apuração, sequer encostou ou falou com Salim Fende Chavez, quarto árbitro da partida, que estaria tendo um comportamento ‘bastante inadequado’ para com a diretoria do Palmeiras presente no espaço antes da entrada nos vestiários.
A reportagem apurou ainda que o Palmeiras não fará nenhum movimento em relação ao ocorrido, mas se posicionará nos órgãos competentes caso aconteça uma denúncia contra Anderson Barros por parte do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo.
