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Relembre as maiores conquistas femininas no esporte eletrônico em 2018

Sasha “Scarlett” Hostyn com o troféu de StarCraft II no evento de pré-Jogos Olímpicos de Inverno da Intel Extreme Masters em Pyeongchang, Corria do Sul. Blizzard Entertainment

É fato que ainda não há igualdade entre gêneros no esporte eletrônico. No entanto, em 2018, as mulheres fizeram grandes conquistas na difícil caminhada de terem espaço e serem respeitadas nos esports.

Entre vencedoras de campeonatos e prêmios e mulheres que estão se fazendo presentes em transmissões e torneios presenciais, relembre cinco conquistas femininas nos esports neste ano!

1. SCARLETT VENCE UM MAJOR DE STARCRAFT II

O ano começou com uma baita conquista feminina e de representatividade. Em fevereiro, a jogadora Sasha "Scarlett" Hostyn se tornou a primeira mulher a vencer um major de Starcraft II ao derrotar o sul-coreano e favorito Kim "sOs" Yoo por 4 a 1 durante o torneio da Intel Extreme Masters pré-Jogos Olímpicos de Inverno, em Pyeongchang (Coreia do Sul).

Além de conquistar seu primeiro grande torneio internacional, Scarlett também se tornou a segunda jogadora fora da Coreia do Sul a derrotar um sul-coreano em um major de StarCraft II.

2. GEGURI NA OVERWATCH LEAGUE

Imagine ser a única mulher em uma liga com 130 jogadores. Foi isso que aconteceu com a sul-coreana Kim "Geguri" Se-yeon, que se tornou manchete por ser a primeira - e única, até o momento - mulher a competir na Overwatch League.

Geguri ficou conhecida na internet após precisar provar em uma transmissão ao vivo que não usava hacks ao jogar com sua Zarya - era apenas muito boa, mesmo. Depois disso, a jogadora se manteve no Top 100 do ranking sul-coreano em sua posição e acabou chamando a atenção da Shanghai Dragons, participante da Overwatch League.

Em diversas entrevistas, Geguri deixou claro que não quer ser vista como um símbolo de representatividade e que está apenas ali para jogar, mas fica um pouco difícil atender ao pedido dela visto que a participação feminina em um time misto e em um grande torneio é mais raro que ganhar skins lendárias em caixas no Overwatch.

Infelizmente, as habilidades de Geguri não foram suficientes para carregar o time sozinha. Juntando problemas de comunicação (uma mistura de chinês e coreano) e de entrosamento, a Shanghai Dragons foi a única equipe da primeira temporada da liga a não vencer uma série sequer, terminando com 40 derrotas. No entanto, a jogadora foi mantida no time para a segunda temporada, e as esperanças de que o time consiga vencer pelo menos uma série continuam.

3. MULHERES CASTERS

Em 2018, também tivemos uma onda crescente de mulheres que decidiram entrar no esporte eletrônico como casters no Brasil. São narradoras, apresentadoras, comentaristas e analistas que passaram a fazer parte de transmissões dos mais diferentes torneios, seja online ou presencial.

Enquanto algumas já estavam no meio há mais tempo, outras estrearam este ano, mas o recado é o mesmo: essas mulheres sabem do que estão falando, chegaram onde estão por merecimento e, de quebra, ainda inspiram outras a seguirem o mesmo caminho!

Entre elas estão Nayara “Nay” Silvestre (Hearthstone), Priscila “Trevah” Meschiatti (Heroes of the Storm), Ana Paula “Ana Xisde” Cardoso (Overwatch) e Ravena “LunarFox” Dutra (League of Legends e Overwatch). No League of Legends, ainda temos Bianca “Thaiga” Lula, Carol “Tawna” Oliveira e Camila “Camilota” Silveira. Já no Counter-Strike, você pode buscar por Paula “Poulie” Monteiro, Renata “Reeh” Bagnato e Fernanda “Nanda” Piva.

Bônus: Apesar de focarmos no Brasil, não podemos deixar de mencionar a vitória de Eefje “sjokz” Depoortere, caster de League of Legends, na categoria de melhor apresentador no The Game Awards deste ano. Ela competiu ao lado de Alex "Goldenboy" Mendez, Alex "Machine" Richardson, Anders Blume e Paul "Redeye" Chaloner.

4. DOTA 2 FEMININO E LATINO EM DESTAQUE NO THE INTERNATIONAL 8

Uma das grandes surpresas do The International 8, além da incrível vitória da OG em cima da PSG.LGD, foram dois segmentos da Valve para homenagear os fãs de Dota 2 pelo mundo. Um deles, em específico, foi emocionante não apenas para as mulheres, mas como para a América do Sul em geral, pois contou a história do torneio Rainha de Copas.

Organizado e disputado por mulheres, o Rainha de Copas teve sua segunda edição realizada este ano e foi o primeiro do tipo a ser uma grande final presencial. Para contar a história do torneio, a Valve enviou a apresentadora Jorien "Sheever" van der Heijden e uma equipe de produção para gravar os bastidores e entrevistas com as organizadoras e participantes.

Bônus: O TI8 também contou com um segmento muito especial que homenageou a própria Sheever, que está batalhando contra o câncer de mama. Prepare o lencinho e assista aqui.

5. CAMPEONATO PRESENCIAL E FEMININO DE PUBG

Quer uma coisa mais linda que 48 mulheres de 24 países diferentes jogando presencialmente um dos títulos mais famosos do ano? Pois foi isso que aconteceu durante o Zowie Divina PUBG, torneio realizado pela marca de periféricos em Xangai, China, em dezembro.

As jogadoras foram escolhidas através de um questionário com base em engajamento com a comunidade, participação em campeonatos e, claro, habilidade. Como não podia deixar de ser, o Brasil também participou da competição com as jogadoras Paula “Poulie” Monteiro e Luana "xSunny8" Jacon.

O torneio teve uma premiação “simbólica” de US$ 15 mil, mas serviu para mostrar que existe muita mulher jogando PUBG e “dando bala” o suficiente para chamar a atenção de organizações pelo mundo.

E que venha 2019!