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Médico diz que jogo da Champions em Milão ajudou coronavírus a 'explodir' na Itália

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Ex-jogador conquistou o título pelo Chelsea, em 2012, ao vencer o Bayern de Munique na decisão (0:04)

A partida entre Atalanta e Valencia no dia 19 de fevereiro, pelas oitavas de final da Champions League, contribuiu para a explosão dos casos de coronavírus da Itália. Pelo menos é isso que afirmou o imunologista da Policlínica Umberto I em Roma, Francesco Le Foche, em entrevista ao jornal Corriere dello Sport.

Segundo o médico, o fato da Atalanta ter jogado em Milão, a 50 km de Bérgamo, ajudou a espalhar os casos que estavam concentrados na cidade para o norte da Itália. Ao todo, cerca de 45 mil torcedores se reuniram no Estádio Giuseppe Meazza para assistir à vitória por 4 a 1 do time italiano.

"Bérgamo é uma área muito ativa no mundo das relações econômicas e sociais. Um meio ideal para o vírus. Falamos antropologicamente de pessoas que sempre foram muito diligentes, espartanas, com uma grande cultura de trabalho e uma tendência a subestimar e, portanto, negligenciar doenças que parecem sazonais", disse Le Foche.

"Um desses episódios, entre os mais impressionantes, poderia ter sido exatamente isso. O pico em termos de euforia coletiva de uma temporada de futebol única na história do clube", acrescentou, sugerindo que a partida pode ter contribuído para o aumento dos casos.

A Itália é o país que vive situação mais crítica em meio à pandemia do coronavírus. Ao todo, mais de 47 mil pessoas foram infectadas até este sábado e mais de 4 mil morreram. O número de mortes causado pela doença, inclusive, superou a China e é o maior do mundo.