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Olimpíadas: Brasil fica a só 2 medalhas de recorde histórico; veja onde estão as chances de pódio

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Depois de um dia cheio de pódios, o Brasil está a só dois pódios de bater seu recorde histórico de 19 medalhas em Olimpíadas!

O quadro de medalhas atual mostra o país está com 14 medalhas no momento: três ouros, três pratas e oito bronzes.

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Mas há uma coisa que ele ainda não diz: o país já tem mais três medalhas garantidas (duas no boxe e uma no futebol), esperando apenas para saber se serão de bronze, prata ou ouro.

São necessárias, portanto, mais duas medalhas para igualar o recorde ou três para superá-lo.

E há, sim, muitas chances de isso acontecer! O Brasil é favorito a pelo menos dois pódios daqui para frente: Ana Marcela Cunha (natação) e vôlei masculino.

E chega com boas chances em mais seis: Darlan Romani (atletismo), Isaquias Queiroz (canoagem), Luizinho (skate), Pedro Quintas (skate), Alison-Evandro (vôlei de praia) e vôlei feminino.

Claro que é bastante improvável que todas essas medalhas sejam conquistadas. Mas também há chances de outro "pódios-surpresa".

Há também outra briga: igualar ou superar o número recorde de ouros. No Rio de Janeiro, foram sete. Este parece um pouco mais difícil, mas também ainda é possível.

E a projeção?

Antes de as Olimpíadas começaram, o ESPN.com.br publicou uma projeção de medalhas feitas pela Gracenote - subsidiária da Nielsen. Eram 24 medalhas para o Brasil: sete de ouro, cinco de prata e 12 de bronze.

Destas, o Brasil já não conquistou ou não tem mais chances de conquistar 10: Agatha e Duda (vôlei de praia), Nathalie Moellhausen (esgrima), Arthur Nory (ginástica), Rafael Silva (judô), Maria Suelen Altheman (judô), Equipe do judô, Pâmela Rosa (skate), Gabriel Medina (surfe), Tatiana Weston-Webb (surfe) e Revezamento 4x100m masculino da natação.

Porém, ganhou oito que não estavam projetadas: duas de Rebeca Andrade (ginástica), Bruno Fratus (natação), Fernando Scheffer (natação), Daniel Cargnin (judô), Mayra Aguiar (judô), Luisa Stefani/Laura Pigossi (tênis), Abner Teixeira (boxe) e Thiago Braz.

Na conta simples, o saldo é negativo de 1 - o que ainda deixaria uma projeção final de 23 medalhas para o Brasil, acima do recorde.

Veja as chances do Brasil em cada esporte que ainda está em disputa

ATLETISMO

7 provas de medalha com Brasil na disputa

Depois dos bronzes de Alison dos Santos e Thiago Braz, o atletismo tem mais algumas chances de medalha.

A melhor delas é com Darlan Romani no arremesso de peso. Ele estreia na manhã de terça-feira e tem ótimas marcas recentes, mas vem batendo na trave por um “azar”: está disputando em meio a uma das melhores gerações da história. O brasileiro estaria em 11º lugar em um “ranking” de toda história da modalidade, mas tem três concorrentes com marcas ainda melhores que as dele: o neozelandês Tomas Walsh e os norte-americanos Joe Kovacs e Ryan Crouser, atual campeão olímpico e recordista mundial. A final é no dia 5.

Também na manhã de terça, Thiago Braz tenta repetir a surpresa do Rio no salto com vara. De novo, ele não chega como favorito, mas pode beliscar um pódio. O sueco Armand Duplantis é o atual recordista mundial e tem tudo para levar o ouro. Outros quatro atletas têm marcas melhores na temporada, incluindo o francês Renaud Lavillenie.

Erica Sena e Caio Bonfim, ambos da marcha atlética, parecem ser os outros candidatos a zebra.

BOXE

2 medalhas garantidas

Já são duas medalhas garantidas: Beatriz Ferreira e Hebert Conceição estão nas semifinais e têm pelo menos o bronze assegurado.

Ambos estão nas semifinais e agora só esperam para definir qual lugar do pódio vão ocupar.

Além deles, Abner Teixeira já garantiu o bronze.

CANOAGEM

1 prova de medalhas com Brasil na disputa

Isaquias Queiroz não conseguiu a medalha do C2 ao lado de Jacky Goodman. Mas ainda tem mais uma boa chance: ele vai brigar por pódio na competição individual, a C1, e chega como um dos favoritos. As provas começam na próxima quinta-feira.

FUTEBOL

1 prova de medalha com Brasil na disputa

A seleção masculina, atual campeã olímpica, está na final e já garantiu a medalha! Resta saber de qual será a cor da medalha. A decisão está marcada para o sábado de manhã.

GINÁSTICA RÍTMICA

1 prova de medalha com Brasil na disputa

Uma medalha na ginástica rítmica seria uma surpresa enorme. O Brasil será representado apenas na disputa por equipes e vai brigar por uma vaga na final – o que já seria o melhor resultado da história do país.

HIPISMO

2 provas de medalhas com Brasil na disputa

O Brasil não chega como favorito aos pódios do hipismo, mas tem chances de surpreender em sua principal especialidade: os saltos. A possibilidade de uma grata surpresa é maior na disputa por equipes, que é bastante equilibrada. Mas uma “zebra” positiva no individual não é impossível, principalmente com Marlon Zanotelli e Rodrigo Pessoa.

NATAÇÃO

1 prova com chance de medalha para o Brasil

Terminadas as provas de piscina, o Brasil segue com uma grande chance de medalha: Ana Marcela Cunha, na maratona aquática.

Com 11 medalhas em Mundiais, ela vai para Tóquio tentando conseguiu a sua primeira olímpica.

PENTATLO MODERNO

1 prova de medalha com Brasil na disputa

Iêda Guimarães é a única representante brasileira no pentatlo moderno, mas não está cotada para brigar entre as primeiras colocadas de sua prova.

SALTOS ORNAMENTAIS

3 provas de medalha com o Brasil na disputa

Nenhum dos três atletas brasileiros está cotado para brigar por pódio nos saltos ornamentais. Classificações às finais já seriam grandes resultados.

SKATE

2 provas de medalha com Brasil na disputa

O skate já deu duas medalhas ao Brasil, ambas de prata no street: Kelvin Hoefler e Rayssa Leal.

Restam agora as competições de Park. As maiores chances são no masculino. Luiz Francisco, o Luizinho, e Pedro Quintas foram prata e bronze no Mundial de 2019. E Pedro Barros é um dos grandes nomes da história da modalidade. A competição acontece na madrugada de 4 para 5 de agosto.

VELA

1 prova de medalha em que o Brasil tem chances

Martine Grael e Kahena Kunze já garantiram a tradicional medalha da vela nas Olimpíadas - e foi logo de ouro!

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan ainda têm chances na 470 feminina, mas são possibilidades remotíssimas.

VÔLEI

2 provas de medalha com o Brasil na disputa

País mais tradicional do vôlei, o Brasil está bem tanto no masculino como no feminino.

As mulheres vão às quartas de final como líderes do grupos, com cinco vitórias em cinco jogos até aqui - incluindo um triunfo fácil contra a Sérvia, atual campeã mundial. O time de Zé Roberto só deu um pouco de azar porque pega a Rússia logo de cara nas quartas de final.

Os homens já passaram pelo Japão nas quartas de final e agora encara o Comitê Olímpico Russo na semi.

VÔLEI DE PRAIA

1 provas de medalhas com Brasil na disputa

O vôlei de praia já perdeu três chances de medalha. A mais sentida delas foi a de Ágatha e Duda, que chegaram como favoritas e caíram logo nas oitavas de final. Bruno Schimidt e Evandro também foram eliminados na mesma fase.

Ana Patrícia e Rebecca caíram nesta segunda para as suíças Verge-Depre e Heidrich pelas quartas de final.

Alison e Álvaro são os únicos vivos na disputa e agora pegam os letões Plavins e Tocs (que eliminaram Bruno e Evandro) nas quartas.