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NFL: Roger Goodell admite que 'gostaria de ter ouvido antes' o que Kaepernick tinha a dizer

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O comissário da NFL, Roger Goodell, disse que gostaria de "ter ouvido antes" o que Colin Kaepernick estava tentando dizer quando o então quarterback do San Francisco 49ers ficou de joelhos pela primeira vez durante o hino nacional.

Goodell foi questionado na série de Emmanuel Acho, ex-jogador da NFL, "Uncomfortable Conversations with a Black Man" (Tradução: Conversas Desconfortáveis com um Homem Negro) sobre o que ele diria em um pedido público de desculpas a Kaepernick.

Goodell respondeu expressando remorso sobre a falta de diálogo com Kaepernick, dizendo que a liga teria se beneficiado de uma conversa com ele.

"Nós o convidamos várias vezes para ter uma conversa, para ter um diálogo", disse Goodell no vídeo postado no domingo. "Eu gostaria que tivéssemos conseguido fazer isso. Nunca tivemos. E teríamos nos beneficiado disso, com certeza”.

Goodell também disse que os jogadores ajoelhados "não fazem isso por conta da bandeira" e que suas intenções estão sendo "descaracterizadas".

"Essas pessoas não são antipatrióticas. Não são desleais. Não são contra nossos militares", disse Goodell. "Na verdade, muitos desses caras eram militares e são de uma família de militares. E o que eles estavam tentando fazer é exercer o direito de chamar a atenção para algo que precisa ser consertado. E a deturpação de quem eles são e o que eles estão fazendo foi o que realmente me atormentou".

Em junho, Goodell e a NFL lançaram um vídeo onde o comissário se desculpava em nome da liga por não ter feito um trabalho melhor em ouvir as ponderações dos jogadores sobre a desigualdade racial nos Estados Unidos.

Goodell disse a Emmanuel Acho que esperava que a morte de George Floyd fizesse as pessoas perceberem qual era o real motivo de protesto dos jogadores, e que ele lamenta que a liga não tenha feito um trabalho melhor no apoio a esses protestos.

"... É o que deveríamos ter ouvido antes", disse Goodell. "Era lá que deveríamos ter estado com eles, entendendo e descobrindo o que podemos fazer como a NFL”.

Em uma entrevista com Mike Greenberg para o especial The Return of Sports (Tradução: O Retorno dos Esportes), da ESPN, em junho, Goodell disse que incentiva as equipes a assinarem com Kaepernick. O jogador de 32 anos não joga desde a temporada de 2016, quando, como integrante do 49ers, se ajoelhou durante o hino nacional para protestar contra a desigualdade racial e a brutalidade policial no país.