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Onde o San Francisco 49ers se encaixa nos 10 times mais surpreendentes da história do Super Bowl?

É justo dizer que quase ninguém esperava que o San Francisco 49ers chegasse ao Super Bowl LIV. Certamente havia razões para pensar que seriam melhores do que a temporada passada, no entanto. Mas sair de uma temporada de 4-12 para o Super Bowl na seguinte? Apenas uma equipe na história da liga fez isso em mais de 50 anos de Super Bowls.

Agora, duas equipes fizeram isso, quando os 49ers se juntaram a outro participante recente do Super Bowl, passando de 4-12 para o maior jogo do futebol americano. Eles são um dos 10 times a melhorar nove ou mais vitórias em uma única temporada (depois de a temporada começar a ter 16 jogos) na era do Super Bowl. O que o treinador Kyle Shanahan e o restante da organização realizaram em 2019 é simplesmente espetacular.

Mas onde os Niners ficam na lista dos participantes do Super Bowl mais improváveis da história, quando usamos métricas mais avançadas? E o mais importante, quando vimos equipes saindo do nada rumo ao Super Bowl, elas foram dominadas ou seguiram surpreendendo a todos?

Vou tentar responder essas perguntas abaixo. Para medir o quanto cada equipe melhorou de ano para ano, usarei o diferencial de pontos em uma tabela de 16 jogos, já que o diferencial de pontos é um melhor indicador do que apenas vitórias e derrotas. Deixo de lado as melhorias impactadas pelos anos de greve de 1982 e 1987.

Vou montar o mais improvável participante do Super Bowl de todos os tempos, mas vamos começar com uma organização que é notável por sua ausência em Miami em fevereiro deste ano:

10. New England Patriots - 2001

Temporada anterior: 5-11 (6,1 vitórias "pitagóricas")
Temporada do Super Bowl: 11-5, (10,8 vitórias "pitagóricas")

Por que eles melhoraram: Isso é notoriamente visto como o início da era Tom Brady-Bill Belichick em New England, embora ambos tenham chegado à cidade em 2000. Naquela temporada, Belichick comandou uma equipe dos Patriots que caiu de 8-8 para 5-11, enquanto Brady lançou três passes. Você provavelmente já está familiarizado com o que aconteceu em 2001: Drew Bledsoe sofreu uma lesão ao ser atingido pelo linebacker do New York Jets, Mo Lewis, Brady entrou e o resto é história.

Por métricas avançadas, enquanto os Patriots de 2001 tiveram uma clara melhoria em relação ao time de 2000, eles realmente não foram tão bem na temporada regular. Na verdade, New England foi o melhor time em sua divisão pelo DVOA (valor ajustado pela defesa acima da média). Eles não eram particularmente bons em evitar ou forçar rotatividade. Os Pats jogaram 3-4 na meia temporada antes de vencer oito dos seus últimos nove jogos para vencer a AFC Leste. Eles tiveram a segunda tabela mais fácil da liga. Eles eram realisticamente um bom time, mas não ótimo, em uma temporada na qual transformaram uma temporada de 11-5 em um bye na primeira rodada.

Com a NFL reorganizando as tabelas de todas as equipes por conta da tragédia do 11 de setembro, os Patriots terminaram com um bye na semana 16 e depois mais uma semana de folga durante a rodada de Wild Card. New England era favorito contra Oakland, mas depois de vencer o que seria lembrado por muito tempo como o jogo da 'Tuck Rule', eles eram claros azarões contra o forte time do Pittsburgh Steelers. Com Brady deixando o jogo lesionado antes do intervalo, Bledsoe retornou e liderou o time na campanha que deixou os Pats com 14 a 3 no placar. A equipe de especialistas de Belichick retornou um field goal bloqueado para TD e sua defesa forçou quatro turnovers em uma vitória de 24 a 17.

O que aconteceu no Super Bowl: Os Patriots venceram um dos jogos mais famosos da história da NFL como azarões por 14 pontos, batendo os Rams por 20 a 17. Eles forçaram três turnovers, com Ty Law anotando um TD em um deles. Depois que os Rams empataram o placar em 17-17 faltando 1:30, John Madden disse em comentário que os Patriots precisavam correr o relógio e jogar a prorrogação. Em vez disso, Brady lançou o primeiro de muitos passes memoráveis ​​e Adam Vinatieri anootu o FG da vitória.

O que aconteceu depois: Se você precisar que eu conte o que aconteceu com os Patriots depois disso, provavelmente esta matéria não seja para você.


9. Denver Broncos - 1989

Temporada anterior: 8-8 (7,3 vitórias "pitagóricas")
Temporada do Super Bowl: 11-5, (12,1 vitórias "pitagóricas")

Por que eles melhoraram: a defesa se transformou da noite para o dia. Os Broncos melhoraram de 27° para 4° na DVOA defensiva e permitiram 14,1 pontos por jogo. Foi a primeira de muitas mudanças imediatas para o novo coordenador defensivo Wade Phillips, que deixou o Eagles em 1988 para assumir o mesmo papel nos Broncos de Dan Reeves. Denver havia chegado ao Super Bowl em 1986 e 1987, então é justo dizer que 1988 foi visto como mais uma temporada ruim do que um sinal de que a organização estava caindo no fundo do poço.

Assim como nos 49ers, a melhora de Denver foi atribuída a um aumento maciço nos turnovers, já que os Broncos melhoraram de 29 (que ficou em 24º na NFL) para 43 (o segundo melhor). Eles tiveram um impacto imediato da escolha da primeira rodada, Steve Atwater, que interceptou três passes e recuperou um fumble em sua temporada de calouro. Os Broncos foram o 4° time que mais teve sacks na temporada e levou a AFC Oeste.

Os Broncos forçaram cinco turnovers nos playoffs contra Steelers e Browns, com John Elway lançando para 385 jardas e três touchdowns na última vitória para levar os Broncos para o Super Bowl. O que aconteceu depois não foi tão legal assim, no entanto.

O que aconteceu no Super Bowl: As expectativas eram baixas para os Broncos, que entraram no terceiro Super Bowl em quatro anos como azarões de 13 pontos para os 49ers. San Francisco marcou touchdowns em três de suas quatro primeiras posses e nunca olhou para trás, vencendo por 55 a 10. A defesa do 49ers forçou quatro turnovers, enquanto Denver não conseguiu nada, e o jogo terminou com os quarterbacks Gary Kubiak e Steve Young em duelo no 'garbage time'. Este continua sendo a maior goleada da história do Super Bowl.

O que aconteceu depois: Os Broncos foram 5-11 na próxima temporada antes de mudar as coisas, adicionando outro ícone da franquia, o coordenador ofensivo Mike Shanahan. Phillips finalmente assumiu o cargo de técnico principal em 1993, mas depois de dois anos medianos, a família Bowlen contratou Shanahan para o 49ers para servir como treinador principal da equipe.

Em 1997, um Elway de 37 anos finalmente venceu o Super Bowl, com uma vitória de 31-24 sobre o Packers no Super Bowl XXXII. Kyle Shanahan, então no último ano do ensino médio, passou a temporada segurando os cabos de seu pai na linha lateral no último ano antes de a NFL mudar para fones de ouvido sem fio.


8. Atlanta Falcons - 1998

Temporada anterior: 7-9 (6,9 vitórias "pitagóricas")
Temporada do Super Bowl: 14-2 (11,7 vitórias "pitagóricas")

Por que eles melhoraram: o segundo time consecutivo nesta lista treinado por Dan Reeves, os 'Dirty Bird Falcons' são lembrados com carinho por sua fórmula simples no ataque. Reeves assumiu uma equipe que corria e passava e a transformou em uma equipe de corridas. Jamal Anderson carregou a bola 295 vezes em 1997, mas com o Falcons vencendo e matando o relógio na próxima temporada, Reeves entregou a bola a Anderson impressionantes 410 vezes durante a temporada regular, adicionando mais 70 carregadas durante os playoffs.

Anderson foi mais eficiente em 1998, mas a melhora dos Falcons foi realmente impulsionada por outra grande melhora nos turnovers. Os Falcons forçaram 28 turnovers em 1997, mas a defesa de Rich Brooks aumentou essa marca para 44 em 1998 (melhor marca da liga).

Os Falcons fizeram 10-0 e quando forçaram três ou mais turnovers, mas foram apenas 5-3 quando criaram não mais do que dois turnovers. Infelizmente, para a cidade de Atlanta, um desses jogos foi o maior de todos.

O que aconteceu no Super Bowl: O elemento mais memorável do Super Bowl XXXIII chegou na noite anterior, quando Eugene Robinson, safety dos Falcons, foi preso e fichado por solicitar uma prostituta. Solto horas depois, Robinson ficou famoso quando Rod Smith anotou um TD de 80 jardas, embora eu ache que um free safety de 35 anos contra um dos melhores recebedores da liga em uma rota profunda não daria certo mesmo para os Falcons, independentemente do que Robinson fizera na noite anterior.

Reeves foi surpreendido por seus ex-time em uma derrota por 34 a 19, quando sua fórmula desmoronou. O melhor ataque na red zone da liga marcou um touchdown em quatro chegadas, e isso ocorreu já no fim da partida. Os Broncos, que tiveram apenas um turnover, comemoraram sua segunda vitória consecutiva no Super Bowl, com Mike Shanahan vencendo o treinador que uma vez o havia demitido em Denver.

O que aconteceu depois: Os Falcons quase imediatamente entraram em colapso, indo para 5-11 na temporada seguinte. Depois de quebrar o recorde de carregadas em uma temporada, Anderson sofreu uma lesão no joelho na semana 2 e sua temporada acabou. .

Os Falcons também trocaram sua escolha de primeira rodada de 2000 para os Ravens para pegar uma escolha de segunda rodada de 1999, que eles usaram no tight end Reggie Kelly. Baltimore acabou ficando com a quinta escolha geral e a usou em Jamal Lewis. Os Falcons não voltaram ao Super Bowl até a temporada de 2016, quando seu coordenador ofensivo era, é claro, Kyle Shanahan.


7. New England Patriots - 1996

Temporada anterior: 6-10 (5,7 vitórias "pitagóricas")
Temporada do Super Bowl: 11-5 (10,6 vitórias "pitagóricas")

Por que eles melhoraram: Os Patriots melhoraram do 23º colocado da liga para o segundo melhor, embora a DVOA classifique os Pats de 1996 como o 14º melhor time da liga. Drew Bledsoe e companhia enfrentaram a terceira barreira de defesas mais fácil da liga, enquanto os Patriots aprimoraram maciçamente seus recebedores, trocando Vincent Brisby e Will Moore pela adição do agente livre Shawn Jefferson e a sétima escolha geral Terry Glenn.

Com os pro-bowlers Glenn e Curtis Martin no jogo, Bledsoe teve algumas das melhores armas de toda a liga, enquanto os Pats também melhoraram nos chutes, ao substituir Matt Bahr, de 39 anos, por um agente livre não draftado que atende pelo nome de Adam Vinatieri. O futuro membro do Hall da Fama provou sua coragem ao chutar o FG da vitória contra os Jaguars na quarta partida de sua carreira.

Embora Bill Belichick não fosse oficialmente o coordenador defensivo do time, Bill Parcells colocou o treinador, que havia sido demitido dos Browns, em sua equipe e viu os Pats passarem de 29° para 13° na DVOA defensiva. Depois de uma derrota de 34 a 8 para o Broncos na semana 12, no entanto, as coisas começaram a clicar para a defesa de New England. Eles permitiram apenas 12,8 pontos por jogo nas últimas cinco semanas da temporada, e depois seguraram Steelers e Jaguars em nove pontos e nenhum touchdown para vencer a AFC e avançar para o Super Bowl XXXI.

O que aconteceu no Super Bowl: eles perderam 35 A 21 para o Packers em um jogo no qual Bledsoe lançou quatro interceptações e Martin foi segurado para apenas 42 jardas. A defesa de Parcells sacou Brett Favre cinco vezes em 27 dropbacks e limitou os Packers a 3,2 jardas por carregadas, mas Favre acertou longos passes de touchdown para Andre Rison e Antonio Freeman. Quando um touchdown de Martin deixou os Patriots a seis pontos no terceiro quarto, Desmond Howard respondeu imediatamente com um retorno de 99 jardas para um touchdown para acabar com as esperanças dos Pats.

O que aconteceu a seguir: Parcells foi para os Jets, com Belichick indo junto. Os Patriots contrataram o ex-técnico dos Jets e o assistente dos 49ers, Pete Carroll, e fizeram 10-6 antes de, de alguma forma, perder um jogo de playoff para o Steelers por 7 a 6. Carroll venceu um jogo de playoff em três temporadas antes de dar lugar a Belichick e, bem, você sabe o que aconteceu a seguir.


6. Carolina Panthers - 2015

Temporada anterior: 7-8-1 (7,1 vitórias "pitagóricas")
Temporada do Super Bowl: 15-1 (12,1 vitórias "pitagóricas")

Por que eles melhoraram: Cam Newton ficou saudável após uma lesão em 2014 e teve uma temporada de MVP, lançando 35 passes de touchdown e adicionando mais 10 corridos. Como você pode suspeitar, os Panthers foram devastadores na red zone, passando de 23º em pontos por chegada à red zone em 2014 para o primeiro da liga.

Novamente, a taxa de turnovers na defesa também cresceu; depois de ocupar o 10º lugar na NFL em 2014, com 26 turnovers, a defesa de Ron Rivera alcançou 39 em 2015. Além de um trio de astros em Thomas Davis, Luke Kuechly e Josh Norman, o safety Kurt Coleman interceptou sete passes em 2015. Charles Tillman chegou à cidade para uma temporada final e, sem surpresa, os Panthers forçaram 22 fumbles.

Pense em um time 6-1 em jogos de apenas uma posse de diferença e você terá um time dos Panthers que chegou à semana 16 invicto antes de cair para os Falcons no Georgia Dome. Ainda havia algum ceticismo em torno daquele time nos playoffs; considere que eles eram apenas 2,5 pontos favoritos em casa contra um time 11-5 do Seattle Seahawks no divisional. Eles foram para o intervalo com 31 a 0 no placar antes de Russell Wilson quase conseguir a virada. Como favoritos de três pontos sobre o Cardinals no jogo pelo título da NFC, os Panthers forçaram sete turnovers e venceram por 49 a 15.

O que aconteceu no Super Bowl: Os Panteras foram a presa. Sua defesa manteve as últimas brasas de Peyton Manning e o ataque do Broncos a apenas 194 jardas de scrimmage, mas Carolina perdeu três fumbles e sofreu quatro turnovers em uma derrota por 24 a 10. Newton foi sacado seis vezes e foi responsável por três desses turnovers.

O que aconteceu depois: Os Panthers eram um candidato óbvio a regredir na temporada seguinte e caíram para 6 a 10. Newton se machucou durante a revanche contra o Broncos na noite de abertura e perdeu dois jogos durante a primeira metade da temporada. Kuechly perdeu seis jogos com uma concussão, e uma disputa de contrato entre Norman e o gerente geral Dave Gettleman levou o Panthers a dispensar sua estrela antes do draft. Os Panthers caíram para a sétima posição da liga em turnovers e ficaram 2-6 em jogos decididos por apenas uma posse.


5. Cincinnati Bengals - 1981

Temporada anterior: 6-10 (5,7 vitórias "pitagóricas")
Temporada do Super Bowl: 12-4 (10,9 vitórias "pitagóricas")

Por que eles melhoraram: os Bengals melhoraram muito na posição de QB ao ter uma temporada inteira de Ken Anderson, que sofreu com lesões em 1980. Anderson foi 26º no campeonato em jardas por tentativa em 1980, mas depois de ficar saudável durante a inter-temporada, ele liderou a liga na mesma categoria em 1981. O mais próximo comparável aqui pode ser Matt Ryan; embora Anderson tenha sido bom na maior parte de sua carreira com os Bengals, ninguém esperava que ele vencesse o MVP da liga aos 32 anos em 1981.

Anderson estava cercado por jovens talentosos em Anthony Munoz, o novato Cris Collinsworth e Dan Ross, que foi para o Pro Bowl. Collinsworth pegou um passe de touchdown no fim para vencer o Bills no divisional, e os Bengals entraram na final da AFC e contra um time desgastado dos Chargers. Depois de vencer os Dolphins em um clássico 41 a 38 com prorrogação em Miami, os Chargers tiveram oito dias para enfrentar os Bengals. Cincy venceu facilmente por 27 a 7 e chegou ao Super Bowl XVI.

O que aconteceu no Super Bowl: os Bengals escolheram o dia errado para ter um jogo ruim, pois teriam quatro turnovers na derrota por 26 a 21 para os Niners. Cincinnati não conseguiu marcar nenhum ponto em três de suas seis viagens à red zone, com Anderson lançando uma interceptação, Collinsworth sofrendo um fumble e Pete Johnson sendo parado em uma quarta descida na linha de uma jarda. Dois passes de touchdown no fim para Ross fizeram o placar parecer mais próximo, mas os Bengals provavelmente deveriam ter vencido este jogo.

O que aconteceu depois: Anderson foi bem em 1982 e 1983, mas os Bengals perderam um jogo de playoff para o Jets na temporada anterior, antes de terminarem 2-5 em jogos de uma posse. Os Bengals fizeram a transição para Boomer Esiason na posiçãp de quarterback e, após um ano sombrio em 1987, melhoraram para 12-4 e voltaram ao Super Bowl, perdendo novamente para os 49ers.


4. Minnesota Vikings - 1969

Temporada anterior: 8-6 (9,4 vitórias "pitagóricas")
Temporada do Super Bowl: 12-2 (14,8 vitórias "pitagóricas")

Por que eles melhoraram: muitas das equipes nesta lista foram de ruins a boas. Os Vikings se transformaram de muito bons em um dos melhores times da história da NFL. Eles lideraram a liga em pontos marcados e em pontos permitidos por jogo enquanto ostentavam um time com cinco futuros membros do Hall da Fama em Grady Alderman, Carl Eller, Alan Page, Mick Tingelhoff e Gene Washington. A defesa "Purple People Eaters" foi o coração da equipe, com Minnesota permitindo que os QBs adversários tivessem um rating de 42,1.

Os Vikings perderam dois jogos da temporada regular; após uma derrota de 24 a 23 para o Giants no jogo de abertura, a equipe de Bud Grant venceu 12 seguidas antes de ter oito turnovers na derrota por 10 a 3 no final da temporada para os Falcons. A defesa carregou o time para vitórias sobre Rams e Browns nos playoffs para chegar ao Super Bowl IV contra o Kansas City Chiefs da AFL.

O que aconteceu no Super Bowl: quase tudo deu errado para os Vikings, que entraram como favoritos por 12 pontos e perderam 23 por 7. O ataque e o time de especialistas tiveram cinco turnovers e perderam o quarterback Joe Kapp devido a uma lesão no quarto período. A defesa dos Vikings ficou paralisada ao defender cinco campanhas que começaram além da linha de 40 jardas de Kansas City, e enquanto Minnesota permitiu apenas um touchdown nessas campanhas, não havia caminho realista para vencer, dado o quão mal o ataque estava jogando.

O que aconteceu depois: Os Vikings foram ainda mais dominantes na defesa em 1970, mas com a equipe perdendo Kapp para os Patriots, os reservas Gary Cuozzo e Bob Lee foram acionados e lançaram interceptação atrás de interceptação.

Fran Tarkenton voltou para a equipe em 1972 e os Vikings chegaram ao Super Bowl em 1973, mas perderam para os Dolphins por 24 a 7 em um jogo no qual o quarterback Bob Griese tentou apenas sete passes. Os Vikings continuaram a chegar perto enquanto Bud Grant foi o treinador, o que durou até 1985, embora não tenham voltado ao Super Bowl desde a temporada de 1976.


3. San Francisco 49ers - 1981

Temporada anterior: 6-10 (5,6 vitórias "pitagóricas")
Temporada do Super Bowl: 13-3 (11,2 vitórias "pitagóricas")

Por que eles melhoraram: Falamos sobre o Bengals de 1981 antes, mas os 49ers também surgiram do nada naquela temporada. Enquanto muitas das peças para seu jogo corrido dominante estivessem no lugar, os Niners não disputavam os playoffs desde 1972 e estavam saindo de uma temporada de 6-10. Joe Montana assumiu o comando em 1980 e, embora ele tenha liderado a liga em porcentagem de passes completos, a escolha da terceira rodada foi 22ª° em jardas por tentativa, e o técnico Bill Walsh ainda tinha a reputação de ser um gênio ofensivo que talvez não conseguisse implementar esquema complicado em um time bem sucedido.

Em 1981, esse sucesso chegou. Montana continuou a jogar bem, mas as principais melhorias vieram de uma defesa que saltou de 26ª para segunda em pontos permitidos por jogo. Os 49ers passaram de uma defesa 4-3 para um 3-4 depois de adquirir o veterano Jack Reynolds, mas a grande diferença veio com seus três novatos na secundária. Walsh usou três de suas quatro primeiras escolhas no draft nessa área do capmo, incluindo Ronnie Lott. Ele é o membro do Hall da Fama do grupo, mas Eric Wright e Carlton Williamson jogaram dois Pro Bowls durante seu tempo em San Francisco. A defesa de Walsh forçou 48 turnovers, terceira melhor marca do futebol americano, e seguiu um começo com duas derrotas em três partidas vencendo 12 dos 13 jogos finais.

Os 49ers passaram por dois futuros rivais nos playoffs, derrotando os Giants por 38 a 24 antes de uma lendária final de conferência contra os Cowboys. Depois que o time sofreu a virada quado liderava por 21 a 17, Montana voltou para o campo e levou o 49ers à end zone.

O que aconteceu no Super Bowl: Eu falei sobre isso na seção dos Bengals. A defesa de Cincinnati realmente fez um bom trabalho ao limitar Montana a 157 jardas em 22 tentativas, e o jogo corrido teve uma média de 3,2 jardas por carregada, mas s Bengals não eram disciplinados e deixaram a defesa em maus lençóis.

O que aconteceu depois: os 49ers estavam prestes a lançar uma das dinastias mais duradouras da história da NFL, mas deram um passo para trás durante a temporada de greves de 1982, quando foram 3-6 e ficaram em 27º entre as 28 equipes em turnovers. Eles voltaram ao Super Bowl em 1984, e tudo correu bem para Montana, Walsh e uma franquia que ainda está influenciando a liga até hoje.


2. San Francisco 49ers - 2019

Temporada anterior: 4-12 (5,8 vitórias "pitagóricas")
Temporada do Super Bowl: 13-3 (11,8 vitórias "pitagóricas")

Por que eles melhoraram: os atuais 49ers compartilham algumas semelhanças com muitas das outras equipes nesta lista. Eles eram muito ruins em forçar turnovers, com sete na temporada passada e um recorde negativo de apenas duas interceptações. Os Niners superaram esse total de interceptações apenas na abertura da temporada de 2019 e acabaram forçando 27 turnovers, sexto melhor número da liga. Com a secundária finalmente saudável e os 49ers aprimorando o seu pass-rush, uma defesa de passe que ficou em 27º na DVOA defensiva em 2018 melhorou para a segunda melhor marca nesta temporada.

O ataque de Kyle Shanahan também se juntou em sua primeira temporada completa com o quarterback Jimmy Garoppolo. O 49ers ficou em 30º na NFL em pontos por posse na red zone na temporada passada, mas com uma melhor linha ofensiva, melhorou para 19° em pontos por viagem dentro dos 20. Eles seguiram uma tradição dos Shanahan com uma média de 6,7 jardas por jogada na primeira descida.

Os 49ers ficaram em 30º lugar no total da DVOA na última temporada. A única coisa que realmente fizeram bem foi ganhar jardas na primeira descida e chutar FGs. Eles melhoraram, muitas vezes de maneira dramática, em todas as categorias, tirando field goals, onde Robbie Gould caiu de 97,1% para 74,2% de aproveitamento.

Havia muitas razões para pensar que os 49ers iriam melhorar seu desempenho em relação a um ano atrás, mas esse tipo de melhoria absurda em todos os aspectos do jogo é notável.


1. St. Louis Rams - 1999

Temporada anterior: 4-12 (5,4 vitórias "pitagóricas")
Temporada do Super Bowl: 13-3 (13,8 vitórias "pitagóricas")

Por que eles melhoraram: Até os 49ers ficariam surpresos com a rapidez com que os Rams mudaram as coisas. As outras equipes nesta lista melhoraram suas vitórias pitagóricas e em um número entre 4,7 e 6,0 vitórias. Os Rams melhoraram em 8,4 vitórias, e o fizeram apesar de terem perdido o seu quarterback titular com uma lesão no joelho logo no início da temporada. Os 49ers tinham 40 para 1 de chances de vencer o Super Bowl antes da temporada de 2019. Os Rams de 1999 tiham 150 para 1. Eles ficaram em 25º no power rankings da ESPN na pré-temporada. Ninguém viu os Rams chegando.

Kurt Warner, de 28 anos, entrou em campo após apenas 11 tentativas de passe na NFL e entregou uma das melhores temporadas da história da liga, vencendo o MVP no processo. Um ataque dos Rams impulsionado pelas contratações de Marshall Faulk e Torry Holt liderou a liga em praticamente todas as categorias ofensivas significativas. Nenhuma equipe da NFL chegou a 80 pontos de distância do "Greatest Show on Turf", que teve uma média de incríveis 32,9 pontos por jogo. As outras equipes da liga fazem mais de 30 pontos, em média, três vezes por ano. O que as outras equipes considerariam seu melhor desempenho ofensivo da temporada era a produção semanal típica dos Rams.

Por mais que o ataque tenha melhorado, o salto defensivo dos Rams em 1999 muitas vezes se perde na tempestade. Enquanto enfrentavam a tabela mais fácil da liga, eles passaram de 24º na NFL em pontuação defensiva para o quarto lugar sob o comando de Peter Giunta. Sem surpresa, considerando as histórias em outras partes desta lista, St. Louis melhorou seu número de turnovers, passando de 23 em 1998 para 36 em 1999. Eles conseguiram alguém para tirar a presão de Kevin Carter quando Grant Wistrom se tornou titular, e Carter respondeu com uma temporada de 17 sacks.

Warner amassou os Vikings no divisional, lançando para 391 jardas e cinco touchdowns em três quartos. Ele não foi nem de longe tão impressionante contra o Bucs, que tinha a melhor defesa da liga, na final da NFC. Warner lançou três interceptações e obteve uma média de 6 jardas por tentativa de passe. A defesa dos Rams, no entanto, segurou Shaun King para dois field goals curtos, forçou um safety, e quando interceptou King no meio do campo no quarto período, perdendo por 6-5, Warner lançou um TD para Ricky Proehl. Os Rams estavam no Super Bowl contra os Titans.

O que aconteceu no Super Bowl: Um dos jogos mais apertados da história da NFL foi decidido por uma jarda, quando Mike Jones fez o tackle em Kevin Dyson na beira da end zone com o cronômetro zerado. Warner lançou para 414 jardas e dois touchdowns, mas os Titans se mantiveram no jogo. Eles seguraram os Rams para três FGs, um chute errado e um fumble nas cinco primeiras chegadas de St. Louis à red zone no primeiro tempo.

Os Titans entraram na end zone em suas duas primeiras viagens à red zone no segundo tempo, mas depois de empatarem com um field goal de Al Del Greco, Warner finalmente fez uma grande jogada e acertou Isaac Bruce em um touchdown de 73 jardas para recuperar a liderança. Steve McNair levou o Titans 60 jardas para chegar à linha de 10 jardas do Rams com cinco segundos no relógio, mas quando o tackle foi feito em Dyson, os Rams se tornaram campeões.

O que aconteceu depois: Os Rams deram um passo para trás depois que Vermeil se aposentou e caíram para 10-6, com o ranking de defesa indo parar em último nos pontos por jogo. Warner perdeu cinco jogos com uma mão quebrada lançou uma interceptação a cada 20 passes, mas teve uma média de quase 10 jardas por tentativa e completou quase 68% de seus passes como um quarterback de alto risco e alta recompensa.

O ataque levou os Rams aos playoffs como um time de Wild Card mas Warner teve quatro turnovers e os Rams caíram por 31 a 7 no quarto período. Os Rams promoveram Lovie Smith como coordenador defensivo em 2001 e tiveram uma campanha de 14-2, mas encontraram com os Patriots no Super Bowl.