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NFL: no San Francisco 49ers, Kyle Shanahan fez 'mentes explodirem' no elenco

Matt Breida estava com a cabeça a mil. Era 2017, seu primeiro ano de NFL e de San Francisco 49ers. Antes, durante e depois dos treinos, o cérebro do running back trabalhava em capacidade máxima.

“Minha mente estava explodindo”, resumiu em entrevista ao Papo Antunes (veja o programa na íntegra no WatchESPN).

O jogador chegou à franquia da Califórnia na mesma temporada que o técnico Kyle Shanahan desembarcou na cidade.

Assim como Breida, Shanahan vivia um ano de estreia. Tinha deixado o cargo de coordenador ofensivo no Atlanta Falcons para ser técnico da NFL pela primeira vez. E sua incansável procura por atalhos e falhas dos adversários a serem exploradas impressionou os comandados – os números de jogadas, formações e variações eram assustadoras.

“Ele é um gênio. É, literalmente, um cientista maluco”, definiu o tight end George Kittle, outro que entrou na liga na mesma temporada que o treinador.

Ao lado do general manager John Lynch, Shanahan chegou para devolver os 49ers aos playoffs. Após chegar à final de conferência em 2011 e 2013, e perder o Super Bowl XLVII para o Baltimore Ravens em 2012, a franquia parou. As temporadas de 2014, 2015 e 2016 terminaram ainda em dezembro.

Nos dois primeiros anos, a transformação não foi completa. Em 2017, após perder os nove primeiros jogos, a equipe terminou com uma campanha de seis vitórias e 10 derrotas. Na última temporada, uma série de lesões graves no elenco atrapalharam o processo. O ano terminou com apenas quatro vitórias.

Em seu terceiro ano, o conceito parece mais amadurecido. Como em uma partida perfeita de Tetris, as peças caem nos lugares certos e tudo faz mais sentido.

“Assim que você entende o conceito do ataque, tudo se encaixa. Você entende os motivos de fazermos algumas coisas. Kyle é provavelmente o técnico mais inteligente ao qual já estive por perto”, afirmou Breida.

A quantidade de maneiras encontradas para superar um jogador chave da defesa adversária é um exemplo. Shanahan trabalha como se fosse vencer uma batalha pessoal contra um determinado defensive end. O ataque deve evitá-lo? Deve atacá-lo de qual forma?

“Ele escolhe jogadores e tenta vencê-los. Quando você precisa fazer esse tipo de coisa, se torna muito divertido. Ele monta o quebra-cabeças para nós, e é meio louco ver o resultado”, exemplificou Kittle. “Nossas reuniões são impressionantes”.

Com os conceitos mais naturais, mais experiência e a volta de jogadores importantes, os 49ers enxergam 2019 como a temporada em que tudo pode acontecer como o planejado. O retorno do quarterback Jimmy Garoppolo, que rompeu o ligamento cruzado anterior na semana 3 de 2018, é mais um sinal de otimismo.

Breida vê a possibilidade de o time ser imparável a partir de setembro. “Sinto que esse pode ser o nosso ano se conseguirmos encaixar todas as peças no lugar certo. E sinto que temos essas peças agora”.