<
>

NFL: por dentro de um training camp conjunto com Rams e Chargers

A cidade de Irvine fica a 67 quilômetros de Los Angeles. É casa de várias campus universitários. Mas também respira a NFL: é sede do centro de treinamento dos Los Angeles Rams.

Vice-campeão do último Super Bowl, a franquia abriu as portas para um training camp diferente no começo de agosto. Não só recebeu os torcedores, como treinou em conjunto com os Los Angeles Chargers.

Uma experiência valiosa para duas franquias com boas expectativas para a nova temporada.

"Não estamos indo para o chão, mas tudo antes disso está rolando", explica Eric Weddle, uma das novas caras dos Rams, ao Papo Antunes (você pode ver o programa na íntegra no WatchESPN). "É um grande trabalho, competitivo. No fim do dia, estamos saudáveis e melhorando".

Enfrentar uma cobertura defensiva diferente torna tudo mais atraente, na visão de Philip Rivers.

"Você já está acostumado a jogar contra a sua defesa e sabe as tendências. É um desafio maior. Você não sabe o que eles vão fazer", aponta o quarterback dos Chargers.


LEGADO

Rivers sabe do que fala. Tem 37 anos, nove filhos e um hábito sagrado de não falar palavrões. E 2019 será sua 16ª temporada na liga - a 16ª chance de chegar ao Super Bowl.

Mas a falta do troféu Vince Lombardi não define quem ele é hoje e quem ele será na história da NFL.

"Legado é mais do que isso. Você quer que seus colegas e pessoas que você jogou contra dizendo que você era um bom companheiro e trabalhava duro todos os dias. Acho que isso e seu caráter contam mais no longo prazo", reflete.

"Mas nós queremos ganhar o campeonato? Sim! Isso faz parte. Técnicos e QBs são ligados a vitórias e derrotas. É assim mesmo".


RECOMEÇO

Na outra franquia de Los Angeles, Weddle vive uma situação diferente. Companheiro do próprio Rivers nos Chargers entre 2007 e 2015, ele chega em uma equipe que sentiu o gosto do Super Bowl.

Ele percebe uma vibração diferente nos Rams.

"Tem uma sutil confiança de já ter chego lá. E você não consegue ignorar a experiência e o que você fez. Ao mesmo tempo, você tem que trabalhar. Tem que se aplicar mais ainda, porque não vencemos", afirma.

O safety é outro com longa estrada na liga. Aos 34 anos, não sabe por quanto tempo ainda jogará. A missão é continuar.

"Estou levando um ano de cada vez, um dia de cada vez. Você precisa ter sorte com as lesões. Eu tive muita sorte. Estou aproveitando cada segundo, porque tudo por terminar em um instante", conclui.