O Chicago Bears chega empolgado para a temporada de 2026 da NFL. O final da temporada passada trouxe esperança para o Soldier Field. Foram 11 vitórias nos últimos 13 jogos para vencer a NFC Norte pela primeira vez desde 2018. Nos playoffs, venceram o rival Green Bay Packers por 31 a 27 depois de estarem perdendo por 21 a 3. No divisional, fizeram um jogo duro contra o Los Angeles Rams, mas foram eliminados.
É com a confiança de que a equipe pode superar rivais difíceis que o time de Caleb Williams chega para o novo ano da liga. Os Bears ainda têm problemas para resolver, mas eles têm um treinador e um quarterback. Ben Johnson é um dos melhores chamadores de jogadas da NFL, e Williams ainda não demonstrou todo o seu potencial.
Defensivamente, Chicago volta a ter problemas na posição de safety depois da lesão de Coby Bryant na pré-temporada. Dillon Thieneman deve assumir mais protagonismo, e Montez Sweat será peça importante se os Bears quiserem reconquistar o Norte.
Confira os principais motivos para acompanhar o Chicago Bears na próxima temporada da NFL.
Pontos fortes
Linha ofensiva. Depois de permitir 68 sacks, o maior número da liga, em 2024, Chicago reformulou sua linha ofensiva na offseason de 2025. E a mudança deu resultado: os Bears lideraram a NFL em porcentagem de bloqueios para passe (73,6%) e terminaram em quinto lugar no percentual de bloqueios para corridas (73,5%) na última temporada. Os destaques Joe Thuney e Jonah Jackson retornam para 2026, assim como o right tackle Darnell Wright. Garrett Bradbury foi contratado para substituir Drew Dalman, que se aposentou, como center. Ozzy Trapilo, cotado para iniciar a temporada como titular no left tackle, rompeu o tendão patelar em janeiro e pode perder a temporada, mas o veterano Braxton Jones voltou para manter a posição funcionando.
Pontos fracos
Linha defensiva. Chicago não fez grandes movimentos para reforçar a linha de frente de uma defesa que terminou em 31º lugar em pass rush win rate (28,8%) e em 26º em run stop win rate (29,1%) na última temporada. Grady Jarrett, agora com 33 anos, e Gervon Dexter Sr. retornam como defensive tackles, enquanto o veterano Neville Gallimore foi a principal adição para a rotação. Há bastante potencial entre os edge rushers, embora também exista alguma incerteza. Montez Sweat, que teve 10 sacks na última temporada, é excelente, mas o jogador de terceiro ano Austin Booker ainda não conseguiu disputar uma temporada completa, enquanto Dayo Odeyingbo se recupera de uma ruptura no tendão de Aquiles.
Fator-X para 2026
Caleb Williams, QB. Apesar de todos os seus grandes lances na última temporada, ainda há bastante coisa a ser corrigida no jogo de Williams, e a precisão é o ponto mais importante. Foram 11 touchdowns lançados para pelo menos 20 jardas, seis viradas no último quarto e apenas 13 interceptações em 1130 passes tentados. No entanto, Williams teve a pior taxa de passes fora do alvo e o pior percentual de passes completados acima da expectativa entre os quarterbacks qualificados para o QBR, segundo o Next Gen Stats. Se ele conseguir levar esses números pelo menos para a média da liga, isso representaria um grande passo para ele e para o ataque. Mas esse é um grande “se”.
Pronto para dar o próximo passo
Luther Burden III, WR. Se você é jogador de fantasy football, provavelmente conhece muito bem os números de Burden. Ele tem sido um dos nomes mais badalados nos primeiros drafts. Burden atuou pouco como calouro e cometeu diversos erros de leitura, mas foi extremamente produtivo por rota corrida. Suas 2,92 jardas por rota igualam a marca de A.J. Brown como o melhor número de um rookie nos últimos 15 anos.
Burden foi usado principalmente em passes de tela e lançamentos em profundidade no início da temporada de 2025, mas começou a receber mais oportunidades em rotas cruzadas e rotas curtas conforme o técnico Ben Johnson passou a confiar mais nele com a bola nas mãos. Com a saída de DJ Moore e Rome Odunze se recuperando de uma lesão no pé, a porta está escancarada para Burden receber mais passes, especialmente em jogadas desenhadas para ele, aproveitando sua capacidade assustadora de ganhar jardas após a recepção.
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Palpites ESPN
Deivis Chiodini - Briga pela divisão
Campeões da NFC Norte com 11 vitórias, os Bears entram no segundo ano de Ben Johnson tentando sustentar o nível, e o ataque de Caleb Williams perdeu DJ Moore, apostando agora em Rome Odunze e Luther Burden III como donos do setor aéreo. Na defesa, a dupla de safeties foi refeita do zero com Dillon Thieneman na primeira rodada e Cam Lewis, depois da lesão de Coby Bryant e das saídas de Kevin Byard (líder da liga em interceptações) e Jaquan Brisker. A linha defensiva, porém, não recebeu reforço de peso e depende da evolução interna de Montez Sweat, Grady Jarrett e Dayo Odeyingbo. Com o calendário mais duro da NFL pela frente, repetir o título divisional será bem mais difícil que conquistá-lo.
