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Que fim levou o elenco multicampeão dos Bulls depois de 'The Last Dance'?

Produzido pela ESPN dos Estados Unidos, o documentário "Last Dance" conta os bastidores da dinastia do Chicago Bulls nos anos 90 na NBA. No final, vemos depoimentos do dono da franquia, Jerry Reinsdorf, dizendo que tentou trazer Phil Jackson de volta, e Michael Jordan acreditando ser possível que o elenco permanecesse intacto por mais um ano se quisessem.

Mas depois dali cada um trilhou um novo caminho em suas carreiras na NBA. Michael Jordan se aposentou pela segunda vez, mas só para retornar às quadras novamente três anos depois pelo Washington Wizards antes de se retirar de vez.

Mas e o os principais coadjuvantes daquele elenco icônico dos Bulls de 97-98? O que mais fizeram na NBA?

Scottie Pippen

A quem deseja saber, Scottie Pippen conseguiu enfim ser pago como um jogador top na NBA, com as cifras compensando o que ele não havia ganhando nos Bulls. Nos últimos sete anos de carreira, o ala faturou US$ 87,4 milhões em salários, bem mais do que os US$ 19 milhões do contrato com Chicago entre 91 e 98.

Pippen jogou no Houston Rockets ao lado de Hakeem Olajuwon e Charles Barkley em 98-99, depois foi para o Portland Trail Blazers (99-2003) e finalizou sua carreira nos Bulls em 2004. O ala teve sucesso, indo aos playoffs em todos os anos exceto o último, mas foi eliminado quatro vezes seguidas pelo Los Angeles Lakers de Kobe Bryant e Shaquille O'Neal, incluindo na final do Oeste de 2000 num jogo 7.

Mas Pippen, já veterano, não conseguiu repetir o sucesso que teve ao lado de Jordan e Phil Jackson. O ala chegou a ser embaixador dos Bulls até este ano e se mantém como comentarista da ESPN.

Dennis Rodman

O polêmico ala-pivô jogou apenas mais 35 partidas na NBA depois da final contra o Jazz de 98, quando já tinha quase 37 anos. Rodman foi para os Lakers em 98-99 e depois jogou nos Mavericks na temporada seguinte, mas já estava em fim de carreira e não justificou o status de estrela.

Nos Mavs, Steve Nash chegou a criticar a falta de motivação de Rodman, dizendo que ele nunca quis jogar no Dallas desde que chegou. Mesmo com poucos jogos, o ala-pivô teve médias de 11,2 e 14,3 rebotes, respectivamente, nas suas duas temporadas finais.

Rodman ainda chegou a jogar em ligas amadoras e até na Finlândia no meio da década passada, mas sem sucesso. As atividades dele pós-carreira de jogador são inúmeras, desde lutador de WWE até amigo do líder norte-coreano Kim Jong-un.

Toni Kukoc

O croata era um dos mais jovens daquele elenco dos Bulls, com 29 anos, e ficou para a temporada seguinte, liderando o time em pontos (18,8), rebotes (7) e assistências (5,3).

Kukoc acabou sendo trocado para o Philadelphia 76ers na temporada 99-2000, aí em 2000-2001 foi para o Atlanta Hawks, e de 2002 até 2006 atuou no Milwaukee Bucks antes de encerrar a carreira no basquete, sem mais nenhum título.

Kukoc hoje em dia é consultor do dono do Chicago Bulls.

Luc Longley

O pivô titular daquela campanha também teve vida curta depois do título de 98. Longley saiu dos Bulls imediatamente, passou dois anos no Phoenix Suns e mais um no New York Knicks antes de se aposentar, aos 32 anos, devido a uma lesão recorente no tornozelo em 2001. Nesses três anos, Longley conseguiu ajudar seus times irem aos playoffs, mas não foi além da semifinal de conferência.

Longley se tornou técnico e desde 2013 é assistente da seleção australiana de basquete.

Ron Harper

Harper também foi um dos poucos que ficaram para a temporada 98-99, que seria sua última com os Bulls. Nos dois anos seguintes, ele foi armador titular de Phil Jackson novamente, ajudando o Los Angeles Lakers de Kobe e Shaq a conquistar dois títulos seguidos antes de se aposentar.

Steve Kerr

Kerr é o caso de maior sucesso dentro e fora da quadra daquele time dos Bulls. Ele migrou de Phil Jackson para o San Antonio Spurs de Gregg Popovich e ganhou dois títulos (99 e 2003) antes de se aposentar das quatro linhas.

Kerr foi dirigente do Phoenix Suns de 2007 a 2010 no time que tinha Steve Nash, Leandrinho e cia. Depois, atuou por quatro anos como comentarista até ser técnico do Golden State Warriors. E seu trabalho nos Warriors não precisa de explicação.

Bill Wennington

O ex-pivô ficou nos Bulls também em 98-99, jogou no Sacramento Kings na temporada seguinte e se aposentou. Hoje em dia trabalha como comentarista do time de Chicago.

Jud Buechler

O ala foi para o Detroit Pistons no ano seguinte e seguiu seu papel de jogador que vinha do banco. Buechler atuou ainda por Suns e Orlando Magic antes de se aposentar, em 2002.

Scott Burrell

O "alvo" favorito do bullying de Michael Jordan também não ficou nos Bulls e teve mais três anos sem destaque na NBA: dois no New Jersey Nets e um com o Charlote Hornets antes de se aposentar.