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NBA: Jordan após 'Last Dance' dos Bulls doou salário, foi presidente enquanto jogava e mostrou lampejos de brilho nos Wizards

O documentário "The Last Dance", produzido pela ESPN dos Estados Unidos, destrincha Michael Jordan e dinastia do Chicago Bulls nos anos 90. Mas o eterno camisa 23 também teve uma carreira na NBA sem ser com os Bulls.

Depois de três anos aposentado, Jordan anunciou seu retorno à NBA em 2001 mesmo tendo dito anos antes que estava 99,9% certo de que não voltaria atrás.

Sua volta às quadras não foi pelo Chicago Bulls, e sim pelo Washington Wizards.

Jordan havia comprado ações dos Wizards e além disso foi apontado como presidente da franquia também em janeiro de 2000. E então resolveu ser jogador e "chefe" ao mesmo tempo pouco mais de um ano depois.

Mas como foi esse retorno de Jordan às quadras?

Já "enferrujado" e com 38 anos, Jordan não tinha mais a mesma habilidade de antes por questões naturais. O espírito competitivo já não era mais o mesmo, já que ele sabia que estava indo para um time em completa reconstrução e que havia tido apenas 19 vitórias na temporada anterior, a terceira pior campanha na NBA.

Como dirigente, Jordan contratou o técnico que o fez ter suas temporadas mais "monstruosas" em termos estatísticos individuais nos Bulls: Doug Collins.

Seu salário seria mais modesto do que os US$ 33 milhões que recebeu na última temporada nos Bulls, ganhando apenas US$ 1 milhão por duas temporadas. E essa quantia foi doada por iniciativa do próprio Jordan para ajudar as vítimas e afetados pelos ataques terroristas de 11 de setembro.

'Papelão' no Draft

Antes de voltar às quadras, Jordan foi um dos responsáveis por draftar o pivô Kwame Brown com a primeira escolha geral em 2001.

Brown foi um fiasco na NBA, vindo direto do colegial, com média na carreira de apenas 6,6 pontos, a terceira pior entre escolhas número 1 de Draft.

Apesar da idade, bons números

Jordan não estava no nível dos Bulls, mas ainda assim liderou os Wizards em sua primeira temporada com 22,3 pontos, 5,2 assistências e 1,4 roubos. Uma lesão no joelho, porém, fez com que ele jogasse apenas 60 partidas. Seu aproveitamento de chutes de quadra (41%) foi o pior da carreira. Apesar do empenho, os Wizards venceram só 37 jogos e não foram aos playoffs.

O camisa 23 mostrou lampejos de seus tempos de Bulls, inclusive no dia 29 de dezembro de 2001 teve um jogo em que anotou 51 pontos contra os Hornets.

Na temporada seguinte, Jordan manteve bons números (20 pontos, 6 rebotes, 3,8 assistências, 1,5 roubos e 44% nos chutes) e atuou nas 82 partidas. Porém, os Wizards novamente venceram só 37 jogos e ficaram fora dos playoffs.

Faltou elenco?

Alguns jogadores que fizeram parte desses dois times dos Wizards foram Richard Hamilton (que seria campeão com o Detroit Pistons em 2004), Jerry Stackhouse (que teve média de 21,5 pontos em 2002-03), Christian Laettner (ex-fenômeno do basquete universitário) e Tyronn Lue (coadjuvante em títulos do Los Angeles Lakers).

Jordan podia estar mais relaxado pelas perspectivas do time, mas não estava morto. Por diversas vezes criticou seus companheiros de equipe por falta de empenho, em especial Kwame Brown.

Se arrependimento matasse...

Jordan decidiu se aposentar das quadras (de vez) em 2003, aos 40 anos. Dias depois disso, em maio de 2003, o dono do Washington Wizards, Abe Pollin, demitiu a lenda da NBA como presidente.

Michael Jordan disse à época que se sentiu arrependido e que se soubesse que seria demitido não teria voltado e jogado pelos Wizards.