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NBA: Relação com Curry, Mavericks nos playoffs e preferências no draft: entrevista exclusiva com Dennis Smith Jr.

Numa era em que a NBA é comandada por armadores, Dennis Smith Jr., calouro do Dallas Mavericks, tem tudo para tornar-se um dos atletas mais dominantes da posição no futuro.

Somando sua incrível habilidade atlética, potencial defensivo e inteligência para liderar uma equipe, o atleta de apenas 20 anos teve uma boa primeira temporada na liga, e apesar do fraco desempenho dos Mavs, conseguiu se destacar para o mundo e mostrar o que podemos esperar dele nos próximos anos.

Sobre o futuro recente do basquete em Dallas, porém, Dennis mostra muito entusiasmo e acredita que um progresso significativo pode acontecer antes mesmo do período projetado por especialistas: ''Nós não estamos tão longe de sermos competitivos em relação ao que as pessoas pensam. Se você analisar a última temporada, estivemos próximos no placar contra os melhores times da liga, então eu acredito que estamos mais perto do que esperam'', explicou, otimista.

As expectativas de Dennis para 2018/19 vão além. ''Esta pré-temporada será muito grande para nós. Teremos uma escolha alta no draft, e tenho certeza que nossa diretoria vai escolher o cara certo. [...] Além disso, planejo treinar muito durante o verão e sei que meus companheiros de equipe também irão, por isso, creio que iremos competir de igual para igual e conseguiremos uma vaga nos playoffs'', projetou.

Para o nativo da cidade de Fayetteville, na Carolina do Norte, dedicar grande parte de seu tempo buscando melhorar seu desempenho não é uma novidade.

''Para treinar minha habilidade e dribles, eu também ficava horas sozinho no quintal da minha casa batendo a bola e simulando diferentes cenários''. A partir do momento em que Dennis tinha claro que tinha o potencial para fazer parte da maior liga de basquete do mundo, não olhou mais para trás: ''Eu já treinava muito antes dessa época, mas, a partir desse ponto, eu comecei a buscar meu fortalecimento muscular, que eu projetava que seria essencial para a minha sequência entre os profissionais.''

Perguntado sobre seu nome favorito entre os calouros do ano que vem, o camisa 1 preferiu não ser específico: ''Não dá pra dizer que eu tenho um favorito, mas eu gosto do DeAndre Ayton (Arizona), Marvin Bagley (Duke), Mo Bamba (Texas), e o Jarret Jackson (Michigan State) também é bom. Dizer quem irá ser o primeiro é difícil, depende muito da necessidade do time que terá que fazer a escolha, porque todos eles são muito talentosos''.

Suas médias em seu primeiro ano na liga foram muito satisfatórias - os 15.2 pontos, 5.2 assistências e uma roubada de bola por jogo o credenciam como um dos melhores novatos da temporada.

O armador, inclusive, deu sua opinião na polêmica discussão sobre quem merece vencer o prêmio de melhor calouro do ano, encabeçada por Ben Simmons, dos 76ers, que apesar de ter entrado na liga na temporada 2016/17, se machucou e conseguiu atuar apenas neste ano, e Donovan Mitchell, do Utah Jazz: ''Um novato é quem está jogando no seu primeiro ano na liga. Então, como esse é o primeiro ano de ambos na NBA, eu acho que o prêmio deveria ir para o Simmons, que está melhor.''

RELAÇÃO COM CURRY

A conexão extra-quadra entre jogadores de equipes diferentes parece aumentar gradativamente com o passar dos anos na liga. Em tempos de grande exposição dos atletas na mídia, aqueles que são patrocinados por uma mesma marca esportiva acabam ganhando proximidade e fortalecendo laços, devido às diversas campanhas de publicidade e participações em eventos de suas respectivas empresas.

Desde sua entrada na NBA, a Under Armour é a responsável por vestir e calçar o armador de Dallas. A empresa possui como maior cliente Steph Curry, que, como Smith Jr, surgiu como um talentoso criador de jogadas e fez suas primeiras temporadas na liga tendo que ser a referência técnica de uma equipe em reconstrução, apesar da baixa idade.

Dennis, entretanto, ao invés de idealizar o armador dos Warriors, usa sua relação dentro e fora das quatro linhas com o duas vezes ganhador do prêmio de MVP como um combustível de motivação e uma chance de ser competitivo contra um dos melhores do mundo: ''Nós sempre competimos contra o outro, e ele é um cara muito talentoso. Toda vez que jogo contra ele, tento aproveitar o desafio e ser o mais duro que eu posso ser na partida, mas o sentimento é, claro, de grande respeito.''

Dallas e Smith Jr. tentam reverter o cenário da atual temporada e, passo a passo, retornar ao patamar vencedor que a franquia está acostumada a ocupar nas últimas décadas.