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Relembre a carreira de Oscar Schmidt em 14 pontos

A história do número 14

Nem todo mundo sabe por que Oscar Schmidt usou o número 14 na maioria das vezes ao longo de sua carreira. O motivo? Foi o dia em que começou a namorar sua esposa até hoje, Maria Cristina, com quem tem seus dois filhos. “Ela é a maior reboteira de todos os tempos”, brincou Oscar, no seu discurso de introdução ao Hall da Fama, lembrando dos tempos em que Maria Cristina ficava pegando os arremessos errados seus enquanto se recuperava de uma lesão na juventude.

Começo no Palmeiras

Oscar fez sua fama no Brasil jogando com as camisas do Sírio, Corinthians e Flamengo. Porém, nem todo mundo sabe que ele começou sua carreira no juvenil do Palmeiras. Após o fim da carreira, o “Mão Santa” admitiu que tinha carinho especial pelo alvinegro paulista e pelo rubro-negro carioca.

Mundial no Sírio

Em 1979, O Sírio se tornou o primeiro clube brasileiro a ser campeão Mundial de basquete. Num ginásio do Ibirapuera lotado em São Paulo, Oscar anotou 42 pontos na vitória sobre o Bosna Sarajevo, da Iugoslávia.

Ida à Itália

Schmidt deixou o Brasil em 1982 e foi para a Itália atuar pelo Juvecaserta (até 1990) e pelo Pavia (até 1993). Teve uma carreira impressionante na Europa, sendo inclusive maior ídolo de ninguém menos que Kobe Bryant, cujo pai era companheiro do brasileiro. Oscar foi 7 vezes cestinha do Campeonato Italiano e se tornou recordista de pontos em um único jogo: 66.

Recusa à NBA

Em 1984, após ter média de mais de 24 pontos na Olimpíada de Los Angeles, ele atrai o interesse da NBA e é draftado pelo New Jersey Nets. Como as regras da época não permitiam os jogadores da liga atuarem por seu país – algo que mudou apenas em 1989 -, ele não se arriscou nos Estados Unidos e preferiu ficar na Europa.

Pan de 87

A maior conquista da carreira de Oscar veio nos Jogos Pan-Americanos de 1987. Em Indianápolis, o Brasil surpreende o mundo ao derrotar os Estados Unidos com 46 pontos de Schmidt (35 deles no segundo tempo) para ganhar a medalha de ouro.

A medalha que faltou

Tecnicamente, esse foi o auge de Oscar Schmidt. Ele foi o cestinha da Olimpíada com média de 42,3 pontos e estabeleceu o recorde de pontos em um único duelo dos Jogos: 55 contra a Espanha. A tão sonhada medalha não veio e o “Mão Santa” até hoje admite sua responsabilidade nisso, dizendo que errou um arremesso decisivo na derrota das quartas de final contra a União Soviética por 110 a 105.

O duelo contra o Dream Team

Em 1992 o mundo viu o nascimento do maior time de basquete de todos os tempos com os Estados Unidos de Jordan, Bird, Magic e cia. O Brasil, como o resto do planeta, pouco pode fazer diante do Dream Team, perdendo por 127 a 83. Mas Oscar deixou sua marca com 24 pontos.

Volta ao Brasil

Depois de 13 anos na Europa, Oscar Schmidt retornou ao Brasil em 1995. Em uma apresentação que contou até com Patrick Ewing, então astro do New York Knicks, o “Mão Santa” começou sua saga no Corinthians, onde atuou até 1997 e conquistou um título Brasileiro.

Carreira no Flamengo

Entre 1999 e 2003, Oscar atuou no Flamengo, onde conquistou os Campeonatos Cariocas de 1999 e 2002. Ele teve a oportunidade de atuar também junto com seu filho Felipe vestindo a camisa rubro-negra. Em todos os seus oito anos de retorno ao Brasil, a média mais baixa de pontos que ele teve em Brasileiros foi de 30,9, em 1996.

Aposentadoria

Depois de 30 anos de carreira profissional, Oscar Schmidt anunciou sua aposentadoria do basquete em 2003, aos 45 anos de idade. Uma carreira digna de Hall da Fama de um dos maiores atletas da história do Brasil.

Vencendo o câncer

De todas as partidas que disputou na carreira, nenhuma certamente teve a dificuldade da luta contra o câncer por duas vezes. Felizmente, o ex-atleta conseguiu sair curado de ambas após dois tumores no cérebro.

Hall da Fama

Oscar Schmidt foi introduzido no Hall da Fama do Basquete em 2013, logo após se recuperar do último câncer. Quem o introduziu à imortalidade na cerimônia foi ninguém menos do que Larry Bird. Durante 18 minutos, Oscar emocionou os presentes no salão – que eram Magic Johnson, Pat Riley, Gary Payton e cia – com seu discurso de 18 minutos.

A estreia na NBA

Depois de ser draftado e não jogar na NBA, 23 anos depois Oscar Schmidt teve sua chance. Ele recebeu uma homenagem da franquia que o recrutou (Brooklyn Nets) e participou do jogo das celebridades no All-Star Game de 2017, em Nova Orleans. Você pode ver o documentário “A Estreia”, “Oscar por Kobe” e o Bola da Vez com o ex-jogador no WatchESPN a hora que quiser.