Tyrese Haliburton falou publicamente pela primeira vez desde que rompeu o tendão de Aquiles durante as Finais da NBA, e deu sua visão sobre o aumento no número de lesões semelhantes na liga. Em entrevista ao programa The Pat McAfee Show, da ESPN, o armador do Indiana Pacers minimizou a busca por explicações concretas e disse acreditar que, muitas vezes, tudo se resume ao acaso.
"Acho que existe uma noção de que, quando isso acontece tantas vezes, todos acham que têm a resposta para o porquê disso estar acontecendo. Dizem que jogamos demais, que temos muitos minutos… tudo isso pode até ser verdade, mas não acho que essas sejam as causas dessas lesões", iniciou Haliburton.
"Acho que lesões às vezes são só azar, e foi exatamente isso que aconteceu. Acho que é isso que acontece no esporte às vezes."
A fala vai ao encontro do que disse o comissário da NBA, Adam Silver, que recentemente declarou à ESPN que não vê a carga de jogos como principal fator.
Haliburton se lesionou logo nos primeiros minutos do Jogo 7 das Finais, contra o Oklahoma City Thunder, depois de jogar as partidas anteriores com um estiramento na panturrilha — lesão diagnosticada oficialmente após o Jogo 5. Ainda assim, ele foi liberado após passar por um teste de resistência antes do Jogo 6 e contou que estava confiante para a decisão.
"Depois do Jogo 6, pensei: 'Acabou, está curado, a adrenalina vai me levar'. Entrei no Jogo 7 me sentindo ótimo. Acho que por isso comecei bem. Meu corpo estava ótimo. E aí, obviamente, aquilo aconteceu no fim", relatou.
A ruptura do tendão de Aquiles foi a terceira nos playoffs da última temporada, após Damian Lillard e Jayson Tatum. Aos 24 anos, Haliburton passou por cirurgia há um mês e segue utilizando uma cadeira de rodas para se locomover. Os Pacers já confirmaram que ele não jogará na próxima temporada — a expectativa é de retorno apenas em 2026/27.
Nesse processo, o armador disse ter conversado com dois jogadores que enfrentaram situações semelhantes: Kevin Durant, que sofreu a lesão nas Finais de 2019, e Tatum, que rompeu o tendão semanas antes de Haliburton.
Ele agora quer aproveitar o tempo fora das quadras para evoluir fora delas: "Quero usar esse tempo para desenvolver minha mente para o jogo. Ficar perto do técnico Rick Carlisle, participar das reuniões da comissão técnica, conversar com o Kevin Pritchard [presidente de operações dos Pacers]. Acho que tenho uma boa leitura de basquete, então quero ajudar da melhor forma possível. Assim que puder andar, estarei no banco com o time."
