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UFC: Anderson Silva diz por que não queria lutar com Belfort e explica papel de Steven Seagal em nocaute

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UFC: Anderson Silva explica por que não queria lutar com Belfort, mas comemora: 'Foi bom para o esporte' (1:16)

Brasileiros se enfrentaram em fevereiro de 2011, e Anderson Silva explica os bastidores daquele duelo (1:16)

A semana que pode marcar a despedida de Anderson Silva do UFC também é de nostalgia. Por isso, o Spider lembrou em conversa exclusiva com o ESPN.com.br de alguns de seus melhores momentos na principal organização de MMA do mundo. E é claro que ele não poderia deixar de falar sobre a luta com Vitor Belfort.

Os dois se encontraram em fevereiro de 2011, em luta que era chamada de “Luta do Século” antes mesmo de acontecer. Não por menos: frente a frente estariam dois dos maiores nomes da história do MMA, um Fenômeno que havia sido campeão ainda com 19 anos e outro que dominava o UFC como nunca antes havia se visto.

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Mas aquele combate não deveria nem ter acontecido.

“Nós tínhamos um código de honra entre as pessoas que treinavam na Team Nogueira, o time da Team Nogueira. Mas o Vitor nunca se enquadrou nesse time, nunca fez realmente parte desse time. Treinou lá um tempo e, como é do esporte, a gente acabou lutando. Mas não é uma luta que eu queria que tivesse acontecido. Até porque a gente já tinha treinado junto, eu já tinha ajudado o Vitor a treinar algumas vezes”, disse Anderson Silva.

Mas a luta aconteceu. E toda a expectativa em torno dela acabou se transformando em um dos nocautes mais bonitos de toda a história dos esportes de combate: Anderson Silva ergueu o pé esquerdo no pé da guarda de Belfort e acertou o rosto do rival em cheio.

Só que a maior curiosidade viria a seguir: um rumor se espalhou de que o ator Steven Seagal havia ensinado esse chute a Spider. O próprio Anderson agradece a ele logo na entrevista em cima do octógono, o que ajudou a se criar essa lenda.

Mas a história não é bem assim.

“Eu treinei muito aquele chute. As pessoas falam: ‘Ah, mas foi o Steven Seagal que te ensinou’. Não, não foi ele quem me ensinou. Ele estava em um treino, é muito amigo dos meus empresários, e falou: ‘Será que se você levantar um pouquinho mais o seu joelho, esse chute aí não fica menos perceptível?’. Legal, né? Ouvindo de um mestre, sempre é bem-vindo. Mas em todo final de treino eu fazia 500 chutes com cada perna, chute frontal. Acaba o treino de 1h30, 2h, eu ia lá e fazia aquele chute. Então foram 4 meses, imagina 500 chutes cada perna. Foram muitos! Para acertar um! O estudo ajuda você a chegar em um bom resultado”, diz Anderson.

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UFC: Anderson Silva diz que treinou 500 chutes com cada perna todos os dias por 4 meses para acertar Belfort

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, Spider falou sobre a preparação para uma de suas maiores lutas na carreira

De fato, a história é corroborada por Rodrigo Minotauro, um dos melhores amigos de Anderson.

“Quando ele ganhou do Vitor Belfort, eu estava com o quadril operado. Eu fui para lá em um avião privado de um amigo meu. Esse amigo pegou um carro, desses que o Anderson adora, e eu falei para a gente pegar o Anderson para levar para a luta. Peguei ele no shopping, ele estava fazendo compras no dia da luta. Ele gosta de dar uma volta para relaxar a cabeça. Ele entrou no carro e falou: ‘Eu vou andar para um lado, rodar, rodar, rodar e vou um chute no meio da guarda dele. E mestre, estou treinando isso mil vezes há quatro meses. Então relaxa que não vai ser hoje que vai mudar’”, conta Minotauro.

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2:30

UFC: Minotauro revela que Anderson passeou no shopping antes de nocautear Belfort e previu chute no rosto

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, Minotauro revelou que Anderson descreveu exatamente como nocautearia Belfort

“Eu estava dirigindo o carro na hora, olhei para trás para ele e dei risada. Eu relaxei! Quando ele me falou isso, eu relaxei porque eu sabia que ele ia fazer. Sabia que tudo que ele dizia que ia fazer, ele cumpria”, complementa.

Naquela luta que nem era para acontecer, o chute entrou para a história do MMA. E ainda foi o responsável por uma explosão de popularidade do esporte no Brasil.