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R$ 110 milhões é muito? Mike Tyson já ganhou bolsa maior e valor ainda é baixo no boxe atual

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A provável volta de Mike Tyson aos ringues atrai (muita) atenção e (muito) dinheiro. Não à toa, o Bare Knuckle Fighting Championship, um evento de boxe sem luvas, diz ter oferecido US$ 20 milhões (R$ 110 milhões na cotação atual) para ver o ex-campeão mundial de pesos-pesados em ação novamente.

Claro que o valor proposto é gigante, mas talvez não seja tanto assim para alguém como Tyson - que até já rejeitou a primeira oferta. No auge da carreira profissional, o pugilista americano, hoje com 53 anos, já recebeu bolsas maiores para fazer o que fazia melhor.

Nos dois combates contra o rival Evander Holyfield, em novembro de 1996 e julho de 1997, Tyson recebeu bolsa de US$ 30 milhões. Foi derrotado nas duas oportunidades, a primeira por nocaute, a segunda por desclassificação ao morder a orelha do oponente.

Outro destaque vai para uma de suas últimas lutas da carreira, em junho de 2002, quando Mike também recebeu uma alta quantia para enfrentar Lennox Lewis: US$ 25 milhões, que valia em torno de R$ 70 milhões.

Calcula-se que Mike Tyson tenha acumulado um patrimônio de US$ 300 milhões, mais de R$ 1 bilhão, graças ao boxe. Foram 20 anos de carreira, com um cartel de 50 vitórias em 58 confrontos.

O valor oferecido pelo Bare Knuckle Fighting Championship também é baixo para os padrões atuais do esporte. Em fevereiro deste ano, por exemplo, Deontay Wilder e Tyson Fury ganharam 25 milhões de dólares cada (cerca de R$ 110 milhões) e mais uma porcentagem de lucro das vendas de pay-per-view.

Poucos meses antes, o britânico Anthony Joshua faturou entre 77 e 115 milhões de dólares australianos (de R$ 298 milhões a R$ 445 milhões no câmbio atual) para enfrentar Andy Ruiz Jr. pela segunda vez.

Isso sem contar Floyd Mayweather, que acumulou premiações gigantes em sua carreira, como por exemplo os US$ 275 milhões (cerca de R$ 869 milhões) para enfrentar o irlandês Conor McGregor, ou os US$ 180 milhões (R$ 516 milhões) arrecadados na luta contra Manny Pacquiao.

Se a soma não é das maiores no mundo do boxe, o mesmo não pode ser dito sobre o potencial adversário de Tyson. Wanderlei Silva disse que a mesma empresa ofereceu a ele 10 milhões de dólares (cerca de R$ 55 milhões), uma quantia imensa se comparada, por exemplo, aos US$ 200 mil que o brasileiro teve de maior bolsa declarada em sua história no UFC e também o valor recebido por sua última aparição, em derrota para Rampage Jackson no Bellator.