<
>

Strickland diz que 'vende lutas' e detona momento do UFC: 'Tirando o Poatan, é chato para c**'

play
Veja tudo o que rolou no UFC 328, com vitórias de Strickland e Joshua Van (1:38)

Acompanhe toda a cobertura do MMA na ESPN (1:38)

Depois da semana pré-luta ser marcada pela constante apreensão de uma possível briga fora do cage eclodir entre Sean Strickland e Khamzat Chimaev, dada a intensa rivalidade protagonizada pelos dois, a cena dos então desafetos confraternizando pacificamente ao fim da disputa no ‘main event’ do UFC 328, no sábado (9), chamou a atenção dos fãs.

Questionado sobre o tema na coletiva de imprensa pós-show, o americano – vencedor do duelo e novo campeão peso-médio (84 kg) do Ultimate – abriu o jogo e admitiu que pode ter exagerado nas suas ações e palavras direcionadas ao russo por um motivo comercial.

Com um tom muito mais ameno do que o visto às vésperas do confronto contra o rival, Strickland minimizou sua rixa com Chimaev e classificou sua postura como uma forma de promover a disputa principal do UFC 328.

Para o campeão norte-americano, o atual momento do Ultimate – visto por ele como entediante, no geral – ajuda a justificar suas atitudes e declarações intempestivas, que serviriam para entreter e atrair a atenção do público.

“Eu vendo lutas. Olhe para o UFC, quão chato ele é. Sério, o UFC é chato para c***. Vocês conhecem pelo menos metade do plantel (de lutadores)? Tirando Alex (Poatan) – e ele nem fala, ele é só grande e assustador, esse cara nocauteia todo mundo… Mas tirando o Alex, é chato para c***“, disparou Strickland.

Rivalidade fake?

Apesar disso, Strickland refuta a ideia de que a rivalidade com Chimaev foi 100% fabricada apenas para vender a luta entre eles. Para corroborar seu ponto, o americano lembra que o russo chegou a chutá-lo durante a encarada na coletiva de imprensa pré-UFC 328.

Para além do entrevero às vésperas da disputa de sábado, os dois já se estranhavam desde a época em ambos dividiam os tatames de treinamento na academia ‘Xtreme Couture’, em Las Vegas (EUA) – histórico que ajuda a comprovar a veracidade da desavença original.

“Eu não gosto de ser ameaçado. E talvez é apenas quem ele é como pessoa, mas quando ele estava na academia, ele era realmente ameaçador. Ele tinha essa postura ameaçadora”.

“E talvez seja o homenzinho dentro de mim, mas quando você me ameaça, eu quero matar você. E talvez ele não tenha entendido dessa forma. Talvez seja apenas o senso de humor checheno dele, mas sempre na academia, ele estava tentando me sacanear. A ponto de eu falar: ‘Vamos fazer sparring’. E nós nunca fazíamos sparring (juntos)”, contou o americano.

Virada de chave

Mais do que apenas o término da promoção do combate, outro fator parece ter contribuído para a mudança de postura dos dois desafetos ainda dentro do octógono do UFC 328, onde Chimaev chegou a colocar o cinturão no algoz após o anúncio da vitória do americano, em um claro gesto de reconciliação.

E, de acordo com Strickland, só quem já competiu no esporte poderia compreender a virada de chave na relação dos dois.

“Tem algo que a menos que você tenha tido essa experiência, você não vai saber como é. Quando você enfrenta outro homem, sua alma fica exposta. Quando você está sangrando e ele está sangrando, eu quero desistir, ele quer desistir, nós não queremos estar lá… Você apenas cria um nível de respeito um pelo outro”.

“Isso transcende raça, religião, nacionalidade, país. É algo que vocês não sabem. Você meio que se torna irmão de alguém depois que você e ele tentam morrer, vencendo ou perdendo”, concluiu.

A declaração do americano praticamente coloca um ponto final na rixa pessoal entre ele e o russo. Resta saber se a rivalidade esportiva também vai pelo mesmo caminho, com a possível subida de Chimaev para os meio-pesados, ou se seguirá ativa em uma eventual revanche imediata, novamente com o título peso-médio em jogo.