O Conselho Consultivo (CC) do São Paulo se reuniu nesta terça-feira (6) para analisar o pedido de impeachment do presidente Júlio Casares, encaminhado pelo Conselho Deliberativo (CD) do clube após novas denúncias envolvendo o dirigente são-paulino.
O conselho que é constituído por 12 membros, todos ex-presidentes do clube ou do CD, deu parecer desfavorável à renúncia de Casares.
Nem todos os conselheiros estavam presentes, mas fato é que apenas José Carlos Ferreira Alves, presidente do CD entre 2011 e 2014, se demonstrou a favor.
Vale destacar que o Conselho Consultivo tem poder apenas para recomendar ou não o impeachment. Os membros são vistos como os "cardeais" do São Paulo, possuindo muita influência no dia a dia do clube.
O órgão que vai determinar ou não a saída de Casares da presidência é o Deliberativo. A votação do CD ainda não tem data marcada.
A reunião, que ocorreu na casa de um dos membros do CC, também ficou marcada por protestos do lado de fora. Torcedores levaram uma faixa com a frase "gestão criminosa" e confrontaram os carros que saíram do local.
Veja abaixo a recomendação do Conselho Consultivo do São Paulo, em documento assinado por José Eduardo Mesquia Pimenta:
“O Conselho Consultivo do SPFC, após examinar o pedido de ‘impeachment’ do Presidente do Clube encaminhado pelo Conselho Deliberativo e subscrito por 57 conselheiros e duas notícias do UOL, após a oitiva do Presidente Júlio Casares, por maiores de votos decidiu que:
1 – As acusações carecem de provas materiais, especificamente contra o Presidente, que alegou inocência.
2 – O Secretário Geral do Conselho, em seu livro ‘O impeachment na Constituição de 1988’ – Edição Cejup – Belém do Pará – 1992 mostrou através do uso deste Instituto no Brasil e no exterior, que a decisão do Colegiado (parlamento), quando o utiliza, tem uma base jurídica inicial, mas sua decisão final é política, ou seja, se tem a pessoa acusada condições ou não de continuar dirigindo o País, ou unidade federativa provincial ou municipal sob sua condução.
3 – Não obstante a gravidade do momento, diante da inexistência de prova material ou de comportamento que já não tenha sido, habitualmente, utilizado na direção do Clube, entende que, do ponto de vista estritamente jurídico, não há elementos de prova material para justificar um parecer favorável ao impeachment presidencial.
José Eduardo Mesquita Pimenta Presidente do Conselho Consultivo”.
