Júlio Casares pode até insistir em continuar na presidência do São Paulo.
Mas o fato é que ele já era.
Um clube fracassado em campo, dividas assustadoras, denúncias de todo tipo que levaram o São Paulo para as delegacias e páginas policiais que pareciam exclusividade do Corinthians.
O presidente do São Paulo não tem nenhuma condição de continuar no cargo. O melhor que poderia fazer é renunciar e se defender de tudo que é acusado.
Ainda que insista, o clima é tão ruim que pode sofrer um impeachment.
Mas o são-paulino está longe de ter motivos para apenas celebrar quando Casares for embora.
Casares foi uma tragédia. Mas nada garante que o próximo presidente do São Paulo será melhor.
Pelo fato que o clube é hoje o dono da política mais arcaica, e uma das mais podres, do futebol brasileiro.
O São Paulo envelheceu da pior forma possível.
Enquanto seu futuro for decidido apenas por duas centenas de conselheiros, que se perpetuam no clube, a chance de um novo Casares aparecer é enorme.
Casares vem da mesma cesta podre de tantos cartolas recentes são-paulinos. E, se nada mudar, seu sucessor saíra dessa mesma cesta.
Casares já era. O São Paulo precisa mudar para não ter o mesmo caminho.
