Erik ten Hag disse aos dirigentes do Manchester United que Cristiano Ronaldo não deve mais jogar pelo clube após a entrevista polêmica do atacante
Erik ten Hag disse aos dirigentes do Manchester United que Cristiano Ronaldo não deveria jogar pelo clube novamente, segundo fontes revelaram à ESPN.
O holandês realizou uma reunião com o co-presidente Joel Glazer, o presidente-executivo Richard Arnold e o diretor de futebol John Murtough na segunda-feira (14) para discutir as consequências da entrevista explosiva do português.
Ten Hag, que não está na Inglaterra, adiou o início das férias em família para lidar com o problema, acredita que Ronaldo foi longe demais em suas críticas ao clube e na revelação de que ‘não respeita’ o técnico do United.
O United descobriu a entrevista horas após a vitória dramática por 2 a 1 sobre o Fulham, no último domingo, como fontes disseram à ESPN, e agora os dirigentes estão buscando respaldo jurídico sobre a melhor forma de lidar com a situação.
Cristiano Ronaldo tem um contrato que lhe rende 500 mil libras (cerca de R$ 3,1 milhões) a cada semana até o final da temporada, mas há uma sensação em Old Trafford de que será quase impossível reintegrar o jogador de 37 anos à equipe após a Copa do Mundo no Qatar.
Fontes disseram à ESPN que vários jogadores veteranos estão furiosos com o momento da declaração do português, com partes da entrevista divulgadas pela primeira vez poucas horas depois que Alejandro Garnacho marcou o gol da vitória nos acréscimos contra o Fulham.
CR7 já foi indisciplinado duas vezes com Ten Hag nesta temporada.
O craque foi repreendido pela primeira vez em julho após deixar o estádio ainda com a partida em andamento no amistoso de pré-temporada contra o Rayo Vallecano, e foi sancionado novamente em outubro após se recusar a entrar em campo no fim da partida em Old Trafford, diante do Tottenham.
Ronaldo foi obrigado a treinar sozinho e foi barrado para o clássico contra o Chelsea.
Fontes disseram à ESPN que Ten Hag ainda acreditava que um Ronaldo em forma e motivado poderia ajudar seu time durante a segunda metade da temporada, quando o United já espera uma sequência dura com quatro competições ao mesmo tempo.
Mas ele disse aos dirigentes do clube que não está disposto a sacrificar o equilíbrio dentro do vestiário para dar nova oportunidade ao português, e está preparado para vê-lo sair mesmo que um substituto não possa ser contratado na janela de transferências de janeiro.
