Vitor Roque será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o STJD, na próxima segunda-feira (17), por conta de uma postagem de cunho homofóbico feita após a vitória do Palmeiras contra o São Paulo, por 3 a 2, na 27ª rodada do Brasileirão.
Na ocasião, o atacante do Palmeiras publicou em seu Instagram uma foto de um tigre mordendo o pescoço de um veado. Como mostrou a ESPN à época, o jogador foi repreendido pelo clube e apagou a postagem minutos depois.
Vitor Roque será julgado pela 2ª Comissão Disciplinar do STJD no Art. 243-G do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que trata de discriminação. O artigo prevê pena de suspensão de cinco a 10 partidas, que teriam que ser cumpridas no Campeonato Brasileiro.
Art. 243-G. Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.
Este ano, Lyanco foi outro jogador a fazer uma publicação de cunho homofóbico. Após a derrota para o Cruzeiro, na Copa do Brasil, o zagueiro do Atlético-MG escreveu: “Boa a todas as meninas, menstruaram e viraram mocinhas! Feliz dia!”. Até o momento, o defensor atleticano não foi denunciado pelo STJD.
Também nesta temporada, Palmeiras e Vitória foram punidos por cantos homofóbicos de suas torcidas. O caso do Verdão ocorreu no clássico contra o Corinthians, e o do Leão diante do Grêmio. As punições foram multas de R$ 80 mil e R$ 30 mil, respectivamente.
No ano passado, o Palmeiras também foi punido com uma multa de R$ 55 mil, em setembro, por gritos homofóbicos da torcida em jogo contra o São Paulo, no Brasileirão.
Em 2023, o STJD puniu o Corinthians com a perda de um mando de campo, cumprido com portões fechados, por conta de cantos homofóbicos da torcida. O Flamengo, em novembro de 2021, recebeu multa de R$ 50 mil por canto preconceituoso da torcida.
CBF estabelece quatro sanções para casos de LGBTfobia
Desde 2023, a Confederação Brasileira de Futebol estabelece quatro tipos de punições para casos de LGBTfobia em jogos organizados pela entidade, como o Campeonato Brasileiro.
Advertência
Multa pecuniária administrativa, no valor de até R$ 500 mil, a ser revertida em prol de causas sociais, inclusive através da dedução de cotas a receber - em caso de reincidência, a multa pode ser dobrada para R$ 1 milhão
Vedação de registro ou de transferência de atletas
Perda de pontos
Essas sanções são aplicadas pela própria CBF, por meio de um colegiado independente do STJD, que se baseia no CBJD. No caso de perda de pontos, porém, o STJD tem a palavra final para referendar (ou não) a decisão.
