<
>

Gundogan fica? Quantos vão sair? E quem chega? O que sabemos (ou não) do mercado do City campeão

Agora que o objetivo de conquistar a Uefa Champions League foi atingido depois de muitos anos sem sucesso, o Manchester City tem dois compromissos em sua agenda: a festa com a torcida na chegada à Inglaterra nesta segunda-feira (12) e depois as merecidas férias após levantar a cobiçada Tríplice Coroa.

Só que, enquanto os jogadores vão para seus descansos antes da próxima temporada começar, é a hora dos dirigentes arregaçarem as mangas e entrarem em ação para agir no mercado de transferências, que promete ser dos mais agitados pelos lados do Etihad Stadium.

O ESPN.com.br compilou abaixo algumas das principais dúvidas relacionadas aos jogadores de Pep Guardiola, desde quem deve buscar novos ares até os cotados para chegarem ao Manchester City e ajudarem o novo campeão da Europa a continuar sua sina de conquistas recentes.

Gundogan vai renovar?

Essa é a pergunta que os torcedores mais desejam saber a resposta. E, naturalmente, é um mistério para todos os envolvidos na negociação.

Capitão do time e um dos grandes nomes da temporada vencedora, Ilkay Gundogan tem vínculo somente até 30 de junho e até agora não chegou a um acordo para permanência.

Aos 32 anos, o astro atrai interesses de Arsenal, Barcelona, PSG e também do futebol saudita, que recentemente contratou Karim Benzema, já tem Cristiano Ronaldo e espera levar outras estrelas da Europa para turbinar a sua liga.

O impasse nos bastidores é o tempo de contrato. Gundogan tem uma filha pequena e gostaria de um acordo que oferecesse estabilidade. Segundo a imprensa que cobre o City de perto, o clube estaria disposto a oferecer um vínculo até junho de 2024, com possibilidade de renovação por mais um ano, até 2025.

As conversas entre Gundogan e City devem se intensificar nas próximas horas, agora que a temporada acabou. Guardiola já declarou publicamente que deseja ter o camisa 8 em seu elenco na próxima temporada. Agora, cabe à diretoria resolver o impasse – ou ver um de seus grandes nomes ir para outro clube em busca de novos desafios.

Quem mais tem chance de sair?

Por falar em novos ares, é justamente isso que ameaça a permanência de até três jogadores que são fundamentais no elenco do Manchester City: Aymeric Laporte, Bernardo Silva e Riyad Mahrez.

Quem parece mais próximo de sair é o zagueiro espanhol, que perdeu muito espaço no time principal com as fixações de Manuel Akanji e Nathan Aké ao lado de Rúben Dias e John Stones na linha de defesa. Laporte, inclusive, apareceu aos prantos após a vitória do City sobre o Chelsea, no último jogo da temporada no Etihad Stadium, em um gesto interpretado como despedida do clube que defende desde janeiro de 2018.

Atrás dos minutos em campo que faltaram nesta temporada, Laporte tem o nome ventilado em clubes como Barcelona e Tottenham, além de sondagens de equipes da Itália. Se o camisa 14 quiser de fato sair, o City tem como regra facilitar uma negociação desde que haja uma compensação financeira – e outro jogador, claro, seja contratado para substitui-lo.

Com Bernardo Silva, a situação é um pouco diferente. O meia português terminou a temporada como titular e é um dos preferidos de Guardiola desde que chegou a Manchester, em julho de 2017, mas sempre tem a saída especulada a cada janela de transferências. Essa não será diferente.

Jornais europeus tratam PSG e Barcelona como os grandes interessados no camisa 20, que tem mais dois anos de contrato com o City. Se depender de Guardiola e do clube, Bernardo continuará por ser um pilar fundamental do sucesso do clube, mas a regra é a mesma que será usada com Laporte: se quiser sair e tiver uma proposta vantajosa, será negociado.

Já o caso de Mahrez é bastante distinto, pois seu futuro ganhou novos contornos na última semana, quando um clube da Arábia Saudita sinalizou com um contrato de 100 milhões de euros (R$ 523 milhões) em salário para o atacante argelino. No City, a saída de Mahrez não é tratada como possibilidade tão concreta, mas depende, de novo, do desejo do atleta.

Mahrez perdeu a posição de titular na reta final justamente para Bernardo Silva e sequer entrou em campo nas finais da Copa da Inglaterra e da Champions League. Se a insatisfação por atuar menos seja um fator que impeça sua permanência, o atacante se tornará um problema para o City resolver. Caso contrário, deve começar a temporada no Etihad Stadium normalmente.

E João Cancelo?

Além dos quatro já citados que podem dar adeus ao Manchester City, existe outro jogador que muito provavelmente não vestirá a camisa azul novamente, ao menos enquanto Guardiola continuar no comando: João Cancelo.

O lateral português foi emprestado em janeiro ao Bayern de Munique após atritos com Guardiola, que iam desde reclamações nos treinos a atos mais indisciplinados no dia a dia. Tudo pela falta de espaço no time principal, graças à efetivação de Aké como lateral esquerdo. Na visão do técnico, era melhor perder um jogador de qualidade do que contaminar o ambiente – e, curiosamente ou não, sua saída pareceu o divisor de águas do sucesso da temporada.

Se tudo deu certo com Cancelo, e a passagem do lateral pela Alemanha deixou poucas saudades, é improvável pensar nele como reintegrado ao elenco para a temporada 2023/24. A dúvida é o que fazer com o jogador, de talento inquestionável, mas temperamento difícil de lidar.

Para ficar com Cancelo, o Bayern teria que arcar com 70 milhões de euros (R$ 366 milhões), valor previsto no contrato de empréstimo. O Arsenal, que no passado contratou Zinchenko e Gabriel Jesus, também monitora a situação e poderia entrar na disputa, mas resta saber se o Manchester City, depois de brigar pelo título inglês com os Gunners, vai querer reforçar o rival novamente.

Quais são os alvos?

Se alguns provavelmente sairão, um punhado também deve chegar para qualificar o elenco da próxima temporada. A negociação mais avançada de momento é com Mateo Kovacic, meio-campista croata que tem um acordo para trocar o Chelsea pelo Manchester City nas próximas semanas. Ele chegará como mais um atleta versátil, capaz de atuar em diferentes funções e que dará profundidade ao meio-campo de Guardiola.

Por falar em croata, outro jogador do país também é bastante cotado nos bastidores: Josko Gvardiol, zagueiro de 21 anos do RB Leipzig e que fez sucesso na última Copa do Mundo, está na lista de desejos do City e é visto como o substituto natural de Laporte caso o espanhol saia. Os clubes devem intensificar nos próximos dias as negociações, mas a tendência é que a transferência, caso se concretize, gire em torno de 100 milhões de euros (R$ 523 milhões).

O City também monitora opções de reforços para a lateral esquerda, já que também existe a possibilidade de emprestar Sergio Gómez ao Burnley, recém-promovido à Premier League. Ben Chilwell, do Chelsea, Kieran Tierney, do Arsenal, e até Alphonso Davies, do Bayern de Munique, são nomes especulados no Etihad Stadium, mas aparentemente nenhum desses têm conversas em andamento com a diretoria do time de Manchester.

Outra posição que é vista com bons olhos para busca de reforços é o ataque. Como Erling Haaland e Julián Álvarez tomaram conta da posição de centroavante com sobras, o City gostaria de ter outra opção de velocidade para rivalizar com Mahrez e Jack Grealish, ainda mais se Phil Foden, que também joga por ali, começar a ganhar mais oportunidades no meio-campo.

O paraguaio Julio Enciso, do Brighton, é um dos nomes que agrada Guardiola e sua comissão técnica, mas não é o único na fila. Khvicha Kvaratskhelia, melhor jogador do Campeonato Italiano conquistado pelo seu Napoli, foi ventilado, mas a dificuldade do City em negociar com o time italiano afasta, assim como a recente renovação do português Rafael Leão com o Milan.