Como 'caso Cristiano Ronaldo' foi estopim para crise interna que derrubou diretoria e até ídolo da Juventus

Cristiano Ronaldo lamenta nova derrota da Juventus Getty Images

Clube teria feito pagamentos 'por baixo da mesa' para os jogadores. Temporada 2021/22 registrou perdas financeiras recordes


A Juventus passa por uma grave crise fora dos gramados. Na última segunda-feira (28), todo o conselho de administração do clube, incluindo o presidente Andrea Agnelli e o ídolo Pavel Nedved, pediu demissão após as acusações de fraude fiscal e manipulações em balanços financeiros.

E de acordo com a mídia europeia, tudo isso foi causado pelo 'caso Cristiano Ronaldo'. Segundo o A Bola, a Guardia di Finanza, polícia italiana especializada no mercado financeiro, encontrou dentro dos escritórios do clube documentos secretos assinados pelo português, em que o clube se comprometia a pagar os salários dos primeiros quatro meses da pandemia de COVID-19, entre março e junho de 2020.

Oficialmente, a Juventus disse que os jogadores abriram mão de receberem esses valores, mas, segundo a Gazzetta Dello Sport, os pagamentos foram feitos "por baixo da mesa".

Recentemente, o clube divulgou que a temporada 2021/22 registrou perdas financeiras recordes, com um débito negativo na casa de 220 milhões de euros (R$ 1,22 bilhão). Após descobrir os documentos confidenciais envolvendo Cristiano Ronaldo, a polícia italiana acelerou a investigação sobre o clube e, com provas da manipulação em balanços financeiros, acarretou na saída de Laurence Debroux, Massimo Della Ragione, Kathryn Fink, Daniela Marilungo, Francesco Roncaglio, Giorgio Tacchia, Suzanne Heywood, além de Agnelli e Nedved.