Faustino Asprilla começou como titular do Palmeiras contra o Manchester United, no Mundial de 1999, mas foi substituído no início do 2º tempo
Nesta terça-feira (08), o Palmeiras encara o Al Ahly, às 13h30 (de Brasília), pela semifinal do Mundial de Clubes, buscando uma vaga na grande final da competição.
Será a 3ª vez que o Verdão terá a chance de conquistar o Mundial, depois de 1999 e 2020, outros anos em que foi campeão da Conmebol Libertadores.
Em 99, aliás, o Alviverde ficou próximo do sonho, fazendo grande partida contra o lendário Manchester United da Tríplice Coroa.
No entanto, uma falha do goleiro Marcos e um gol mal anulado pela arbitragem impediram o time paulista de vencer a Copa Intercontinental no Japão.
Segundo um dos titulares do Palmeiras naquele jogo, o técnico Luiz Felipe Scolari cometeu um erro durante a partida: tirá-lo de campo.
É o que garante o ex-atacante Faustino Asprilla, que saiu jogando no 11 inicial naquele 30 de novembro de 1999, no Estádio Nacional de Tóquio, no Japão.
Em entrevista ao ESPN.com.br, o colombiano disse que ganhou de forma merecida a vaga de Oséas no comando de ataque palestrino, já que vinha em grande fase.
No entanto, o hoje comentarista dos canais esportivos Disney afirmou que, caso Scolari não tivesse lhe tirado de campo aos 11 do 2º tempo para colocar justamente Oséas na linha de frente, o destino do Verdão contra os "Diabos Vermelhos" poderia ter sido diferente.
"Lembro da importância que todos no Palmeiras encaravam esse Mundial de Clubes. Havia uma grande tensão antes, e nós nos preparamos muito bem para esse jogo. Lembro que o Felipão me colocou como titular pelo bom momento que eu vivia no Campeonato Brasileiro, tendo atuações muito boas", recordou "Tino".
"Quando chegou o dia do jogo contra o United, fizemos um grande trabalho e uma grande partida. Eu creio que Felipão se equivocou quando me tirou do jogo, porque, neste momento, eu estava fazendo uma partida magnífica contra os ingleses, que já conhecia muito bem", salientou Asprilla, que havia brilhado com a camisa do Newcastle na Premier League entre 1995 e 1997.
"Eu me sentia cômodo dentro de campo, estava bem. Infelizmente, o técnico tinha que trocar alguém, mas eu acho que não tinha que ter saído. Depois, perdemos por 1 a 0 por coisas do futebol. Mas acredito que o Palmeiras mereceu o título", ressaltou o colombiano, que viu jogo de igual para igual em Tóquio.
"No campo, os favoritos eram os ingleses, mas o Palmeiras fez grande exibição e jogou mano-a-mano contra um dos melhores times da história do Manchester United, se não for o melhor. Por isso, acho que merecia vencer o título", argumentou.
De acordo com "Tino", os próprios torcedores alviverdes concordaram que Felipão errou ao tirar o faceiro atacante tão cedo no 2º tempo.
"Eu não tive qualquer problema (com o grupo por ter sido titular no lugar de Oséas), porque, quando entrei em campo, logo todos se convenceram que eu tinha que jogar (risos). Se eu tivesse jogado mal, quem era contra a minha escalação estaria certo. Mas, dentro de campo, demonstrei um nível muito alto", garantiu.
"Os próprios torcedores do Palmeiras reconheceram e me dizem até hoje que foi um erro quando o Felipão me tirou de campo", encerrou.
Asprilla teve uma das melhores chances do Verdão no jogo, quando saiu cara-a-cara com o goleiro Bosnich e tentou bater na saída, mas acabou mandando na lateral da rede do australiano.
O colombiano jogou pelo Verdão até a metade de 2000, destacando-se na conquista da Copa dos Campeões e do Torneio Rio São-Paulo, e ainda ajudando a equipe do Palestra Itália a chegar a mais uma final de Libertadores.
