António Oliveira se esquiva sobre demissão no Corinthians e rebate folha salarial: 'Os meninos não ganham tanto dinheiro assim'

A pressão sobre António Oliveira no Corinthians segue grande depois do empate contra o Cuiabá na Neo Química Arena nesta quarta-feira (26). Após a partida, porém, o treinador evitou falar sobre a possibilidade de demissão.

"Essas situações têm que perguntar ao Fabinho e ao presidente. Eu só faço aquilo que controlo, então isso aí não controlo. Tem que perguntar ao presidente na zona mista ou pedir ao Fabinho para vir aqui. Já fiquem avisados que não vou entrar nessa", disse.

Apesar de preferir não falar sobre uma possível demissão, o treinador afirmou que mantém a convicção em seu trabalho. "É o papel do treinador. Sobre as convicções, as crenças, o trabalho que eu faço, é irretocável. Não há ninguém que acredito no que eu faço mais do que eu".

"Estou muito seguro daquilo que faço, sei como cheguei aqui, agora realmente tem sido um trabalho árduo, apaixonante, mas não esperava fazer tanta coisa que fosse além da minha competência técnica. Agora, nós que temos que conseguir moldar as expectativas de um clube dessa dimensão para aquilo que o clube hoje pode nos oferecer", afirmou.

"O clube não vai nos proporcionar. Da mesma forma que quando pude sair e continuei porque é apaixonante pelo projeto e o clube, com uma crença enorme vou em frente, continuo acreditando nos meus jogadores, no dia a dia fantástico deles", completou.

Defesa ao elenco e 'objetivo' do Corinthians

Questionado sobre o rendimento do time comparado ao que é pago aos jogadores, António saiu em defesa do elenco. "Sobre o elenco, a folha salarial é essa, mas tem que ser recalculada. Deve ser assim no início, agora com certeza não é. Ao menos eu acho que os meninos não ganham tanto dinheiro como você está a especular. Temos que ver jogadores que saíram, como Maycon ou Paulinho".

De acordo com o treinador, as expectativas em torno do time atual também são maiores do que deveriam pelos problemas que vem sofrendo e os resultados do último ano.

"Entendemos a dimensão do clube, mas é preciso saber se o grupo de jogadores está de acordo com a expectativa do torcedor. É isso que vocês devem perceber. Já disse aos jogadores: não desisto deles, vou seguir acreditando", avaliou.

"Mas o grupo é curto para as expectativas de uma equipe que, no ano passado, ficou atrás do adversário de hoje. Às vezes fico pensando se ano passado brigou para ser campeão, ainda mais com um elenco mais estável. Reparem a quantidade de jogadores que saíram, os que entraram. E nessa perspectiva eu não quero entrar. Procuro resultados, não desculpas", acrescentou.

Apesar disso, António fez questão de reforçar que o objetivo da equipe é se preparar para o próximo jogo e que o Brasileiro até aqui não é satisfatório.

"Objetivo do Corinthians nessa altura é preparar da melhor forma para ganhar o próximo jogo. Não é satisfatório o Brasileiro que temos feito, porque em 12 jogos temos apenas uma vitória. É muito pouco para uma equipe dessa dimensão, independentemente de o elenco não estar adequado à expectativa do clube. Temos que assumir a responsabilidade e inverter rapidamente essa situação", finalizou.

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