Antes de mais, sejamos justos.
Andrés Sanchez fez muita coisa importante para o Corinthians.
Construiu um CT moderno. Bancou um estatuto com mudanças importantes. Foi o principal responsável para o clube enfim ter um estádio. Ganhou títulos importantes.
Tudo isso é verdade.
Mas, ao ser expulso do clube na última segunda-feira (25) pela acusação de usar o cartão de crédito do clube para despesas pessoais miúdas, como encher o tanque do carro, fica evidente que, no fim, Andrés é o grande arquiteto da podridão que tomou conta do Timão.
O clube do Parque São Jorge teve, antes de Andrés, uma penca de cartolas incompetentes, muitos deles desonestos.
Mas foi com Andrés, que fez seguidos sucessores, que o Corinthians entrou no noticiário policial como nunca antes.
Foi com Andrés e seu grupo que a dívida corintiana, antes até insignificante, virou bilionária.
Foi com Andrés e sua turma que o Corinthians virou chacota por não pagar telhas.
A mudança para Augusto Melo, farinha do mesmo saco, só foi possível pelo padrão de podridão implantando nos anos de Andrés.
Na primeira metade dos anos 2010, Andrés por seguidas vezes prometeu que o Corinthians se tornaria o "maior clube do mundo", superando Barcelona, Real Madrid, Manchester United.
Ninguém com um mínimo de bom senso acreditou no falastrão do Parque São Jorge.
Mas é triste ver como tantos corintianos não enxergaram o quanto Andrés fez mal para o Corinthians muito antes do cartão corporativo.
Andrés vai tarde. Que nunca mais entre no Parque São Jorge.
