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Augusto Melo explica suposto caso de espionagem no Corinthians: 'O nosso B.O. deve sair'

Augusto Melo, candidato à presidência do Corinthians, durante entrevista ao podcast inteligencialtda Reprodução/inteligencialtda

Augusto Melo, presidente do Corinthians, concedeu entrevista neste domingo (14) à CNN, e falou a respeito do primeiro impacto que teve ao sentar na cadeira de mandatário do Alvinegro. No bate-papo, o cartola disse que o cenário visto foi de “muita surpresa” e que encontrou o clube “um pouco sem comando”.

“Muita surpresa. É muito pior (do que a gente imaginava). Muitos gastos desnecessários, muitas coisas que já estamos eliminando. Em todos os departamentos falta de coordenação”, iniciou o presidente, que iniciou o trabalho no clube desde o início do ano.

“Colocamos agora pessoas técnicas, já estamos organizando. É um trabalho muito complicado. Em tão pouco tempo já fizemos muita coisa no sentido de organização, que é isso que precisava. As pessoas estavam um pouco sem comando, agora colocamos pessoas que já estão organizando tudo. Graças a Deus está começando a se encaixar”.

Nos últimos dias, após uma tensa eleição eleitoral e troca de farpas de ambos os lados, a nova gestão do Corinthians encontrou equipamentos de espionagem na sala da presidência. A informação foi revelada pela Folha de S. Paulo. Duílio Monteiro Alves, ex-presidente, registrou um boletim de ocorrência sobre o fato e negou que tenha envolvimento no fato.

Segundo o GE, que teve acesso ao documento, Duílio acredita que ele possa ter sido o alvo da espionagem. O ex-mandatário questionou o fato da diretoria atual não levar à Polícia o caso. Em contato com a Gazeta Esportiva, Duílio havia se mostrado descrente em relação a qualquer monitoramento e repudiou todo tipo de insinuação de vínculo de sua gestão com “coisas desse tipo”.

À CNN, Augusto Melo disse que o caso mais grave ocorreu na sala do diretor das categorias de base e que o boletim de ocorrência da atual gestão deverá sair na segunda-feira (14).

“Na verdade, existiam indícios. A diretoria que cuida para a gente, o pessoal de segurança que cuida, falou 'acho melhor fazermos uma varredura, se tem alguma coisa que está acontecendo'. Na minha sala teve indícios, retiraram, sim, sim (microfones e câmeras)”.

“O mais grave foi na base, na diretoria da base, também estava (grampeado). Foi contratada uma empresa que faz isso e têm fotos, filmagem. Está fazendo o laudo, amanhã deve estar pronto, para apresentar na delegacia. O nosso B.O. deve sair amanhã. Essas pessoas vão ser convocadas, eles que tomem a atitude deles”.