Seleções fazem a grande final da Copa do Mundo neste domingo, e o brasileiros vivem um dilema
Para pesadelo dos torcedores brasileiros, Argentina e França entram em campo neste domingo (18), às 12h (de Brasília), para decidir quem será o novo campeão da Copa do Mundo.
E o que já se pode concluir do duelo entre o maior rival da seleção e o algoz das Copas de 1986, 1998 e 2006, antes mesmo da bola rolar, é que qualquer que seja o resultado, será ruim para o Brasil.
Isso porque se os hermanos ficarem com a cobiçada taça, a seleção brasileira entrará para um indesejável ranking. Em caso de título, a Albiceleste vai dar fim a uma seca de 36 anos. A última vez aconteceu em 1986 no México, quando a equipe comandada por ninguém menos que Diego Armando Maradona venceu a Alemanha na decisão se sagrou campeã mundial.
A conquista da Argentina fará com que o Brasil se torne a terceira seleção com maior jejum de títulos, atrás apenas de Uruguai e Inglaterra.
A seleção brasileira não sabe o que é levantar a taça da Copa desde 2002. Já são 20 anos desde a final contra a Alemanha, quando Ronaldo anotou os dois gols e a equipe foi pentacampeã. No próximo Mundial, em 2026, o jejum será de 24 anos.
A maior seca de títulos pertence aos uruguaios. A Celeste não conquista a Copa do Mundo há 72 anos, desde 1950. Os ingleses também não sabem o que é gritar ''é campeão'' há 56 anos, quando levantaram o seu caneco em 1966.
E se a França for campeã?
Se os franceses se sagrarem campeões, o Brasil deixará de ser o último bi mundial. Até então apenas a seleção brasileira e a Itália conseguiram levantar dois títulos seguidos de Copa.
Os italianos venceram em 1934, no torneio disputado em casa, contra a Tchecoslováquia, e depois em 1940, quando derrotaram a Hungria na decisão.
A Canarinho, por sua vez, também conquistou as suas primeiras duas taças de maneira consecutiva. A primeira delas veio em 1958, na Suécia, com a decisão vencida sobre os donos da casa. Na Copa seguinte, em 1962, o Brasil consagrou-se com o bicampeonato ao bater a Tchecoslováquia na decisão.
Agora, a França terá a chance de repetir o feito que não acontece há 60 anos, já que na Rússia, em 2018, os Bleus foram campeões em cima da Croácia na final.
Maior rival x algoz histórico: para quem torcer então?
Torcer para o maior rival deve ser algo doloroso para o torcedor brasileiro. Mas há quem diga que isso precisa ser deixado de lado. É o que acha o técnico da Albiceleste, Lionel Scaloni.
"Esperamos que os torcedores brasileiros estejam com a gente, porque seria muito importante para a América do Sul. E tomara que assim seja", afirmou o treinador, em coletiva.
Só que do outro lado do campo, estará a seleção que mais machucou os brasileiros ao longo das últimas décadas: a França.
Os Bleus acabaram com os sonhos da Canarinho no Mundial nas quartas de final de 1986, venceram na grande final de 1998 e ainda foram os responsáveis por mandar para casa o ''quadrado mágico'' em 2006.
Ainda assim, há quem vá torcer para os franceses. É o caso de Júlio Cesar, ex-goleiro da seleção brasileira nas Copas de 2006, 2010 e 2014.
''Brasileiro tem que torcer para a França. Ponto. Adoro o Messi, para mim, é incrível, sensacional, bonito ver jogar. Mas eu, como todo brasileiro, tenho essa rivalidade gostosa entre Brasil e Argentina. Se o Brasil estivesse na final, obviamente os argentinos torceriam contra. Não vamos ser hipócritas neste momento, né, gente?'', questionou.
