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81 gols, 30.561 passes, 16 vezes VAR, Neymar caçado: o resumo da Copa do Mundo após duas rodadas

Jogadores do Brasil comemoram vitória sobre a Suíça e vaga antecipada às oitavas de final da Copa do Mundo André Durão / MoWA Press

Os classificados, quem mais finalizou, quem trocou passes, os paredões no gol, os times mais faltosos: em números, tudo do Mundial até agora


Não tem tempo para respirar. Horas depois do término da segunda rodada da Copa do Mundo, a terceira e decisiva rodada começa já nesta terça-feira (29). Até agora, 32 jogos foram disputados, e muita história foi contada nos gramados do Qatar.

Ainda faltam 16 partidas para o fim da fase de grupos. Até sexta (02), 16 seleções estarão classificadas para o mata-mata. Na verdade, mais 13, já que França, Brasil e Portugal garantiram suas vagas antecipadamente. Outros 14 times se somarão a Qatar e Canadá e se despedirão do Mundial.

São muitos números que ajudam a explicar o que aconteceu nestes 9 dias de Copa. 81 gols, por exemplo. 690 finalizações, 42.399 toques na bola, 30.561 tentativas de passes, 16 utilizações do VAR... e muito mais. Tudo compilado pelo Trumedia, banco de dados e estatísticas dos canais ESPN.

Veja, abaixo, em números, nomes e contextos, o resumo das duas primeiras rodadas da Copa do Mundo do Qatar:

100%

Apenas três seleções venceram suas partidas e mantêm 100% de aproveitamento: a França, no grupo D, Brasil, grupo G, e Portugal, no H. O trio está classificado antecipadamente para as oitavas de final.

Por outro lado, Qatar e Canadá são as únicas equipes que não pontuaram e também as únicas já eliminadas na primeira fase.


Gols e defesas

A Copa já viu 81 gols em 32 jogos, média de 2,53. Dois jogadores dividem a artilharia após duas rodadas: Kylian Mbappé, da França, e Enner Valencia, do Equador, com 3 cada. Richarlison é o artilheiro do Brasil, e Messi, da Argentina, com 2 gols cada. Outros 10 atletas também foram às redes duas vezes.

O melhor ataque é da Espanha, com 8, impulsionado pelos 7 a 0 sobre Costa Rica. Inglaterra e França marcaram 6 vezes cada. México, Tunísia e Uruguai ainda não balançaram as redes.

Por culpa dos espanhóis, a pior defesa é costarriquenha, 7 gols contra. O Irã levou 5. Marrocos, Polônia e Brasil ainda não foram vazados.

O sérvio Vanja Milinkovic-Savic é o goleiro com mais defesas, 12. Dos que não levaram gols, o polonês Wojciech Szczesny soma 9 defesas, enquanto os marroquinos Munir Mohamedi e Yassine Bounou fizeram 3 e 1 defesas, respectivamente. Outro 100% é o brasileiro Alisson: curiosamente, ele não fez nenhuma defesa até agora na Copa, com 11 chutas ao seu gol, e nenhum no alvo.


Finalizações

Os jogadores arriscaram 690 chutes no Mundial, sendo que 225 acertaram o gol, ou 465 não chegaram ao alvo. O aproveitamento é de 32,6%.

A França é quem mais chuta a gol, com 44 finalizações. Alemanha, 37, Brasil, 36, e Canadá, 30, aparecem a seguir. A Costa Rica deu apenas 4 chutes ao gol, bem distante da segunda seleção que menos finalizou, a Holanda, com 12.

França e Brasil lideram nos chutes que acertaram o gol, com 14 cada. Alemanha e Camarões, com 13, e Croácia, 12, completam o top 5. Os costarriquenhos acertaram o alvo apenas 1 vez, no chute de Keysher Fuller que deu a vitória sobre o Japão.

A Croácia tem o melhor aproveitamento, a melhor porcentagem entre finalizações e chutes que acertam o gol, com 66,7%. Camarões, com 61,9%, é o segundo, e apenas as duas seleções têm mais de 48% no quesito. O Brasil é o sexto, com 38,9%, ou seja, mais ou menos a cada 3 finalizações, 1 acerta o gol. O pior número é dos Estados Unidos, com apenas 12,5%.

Entre os jogadores, Mbappé é quem mais finaliza, com 13 no total, sendo 5 no alvo (melhor marca da Copa) e aproveitamento de 38,5%. Richarlison e Casemiro, curiosamente os dois jogadores do Brasil que fizeram gol na Copa, têm números idênticos: 5 finalizações, 2 no gol, aproveitamento de 40%.


Toques na bola

42.399: esse é o número de toques na bola no Mundial. A Espanha lidera, com 2.033, seguida por Inglaterra, França e Portugal. O Brasil é o quinto, com 1.538. O Irã é quem menos aparece no quesito, com 974, enquanto a Polônia soma 999 - as duas únicas seleções abaixo de mil toques na Copa.

O líder no fundamento é o defensor espanhol Aymeric Laporte, com 265, apenas dois toques à frente do compatriota Rodri, 263, evidenciando o que acontece com a maior parte dos times: o início de jogo no campo de defesa com a bola nos pés. Alex Sandro é o primeiro brasileiro no quesito, com 195. O saudita Hattan Bahbri e o costarriquenho Youstin Salas ficaram apenas 1 minuto em campo no Mundial e somam apenas 1 toque na bola cada.


Passes

30.561 tentativas de passe aconteceram na Copa, com 25.320 acertos, aproveitamento de 82,9%.

A Espanha é o time que mais tenta passes no Qatar, com 1.679, e quem mais acerta, com 1.520 (90,5% de aproveitamento). O Brasil é o sexto em tentativa de passes, 1.131, e acertos, 987 (aproveitamento de 87,3%). Inglaterra, França, Portugal e Bélgica aparecem entre espanhóis e brasileiros.

Laporte também lidera no total de passes, com 251, e em passes certos, 236, com 94%. Curiosos são os números do inglês Eric Dier, que ficou 20 minutos em campo contra os EUA, deu 31 toques na bola e tentou 30 passes, acertando todos.

Marquinhos, 161 (154 certos, 95,7%), e Thiago Silva, 158 (147 certos, 93%), são quem mais tentam passes no Brasil.


Pênaltis

A Copa do Mundo já teve 11 pênaltis marcados. Oito foram convertidos, tendo Portugal, com Cristiano Ronaldo e Bruno Fernandes, como a única seleção com duas penalidades a favor.

O polonês Robert Lewandowski foi o primeiro a desperdiçar uma cobrança, parando nas mãos do mexicano Guillermo Ochoa. O canadense Alphonso Davies e o saudita Salem Al Dawsari foram os outros a errar, com defesas dos goleiros Thibaut Courtois (Bélgica) e Szczesny (Polônia), respectivamente.


Faltas

No total, 772 faltas foram cometidas, 360 dos times “mandantes”, e 412 dos “visitantes”. Japão e Arábia Saudita lideram o quesito, com 36. O Brasil é o penúltimo, ao lado da Alemanha, com 17. A França cometeu apenas 9 faltas e é o time mais disciplinado do torneio.

Entre os jogadores, o mais faltoso é o saudita Abdulelah Al Malki, com 8. Quatro estão empatados com 7: Dusan Tadic (Sérvia), Jung Woo-young (Coreia do Sul, João Félix (Portugal) e Saud Abdulhamid (Arábia Saudita).

A Argentina é a equipe que mais sofreu faltas, com 40. Portugal, com 35, é o segundo. O Brasil aparece em sexto, empatado com Polônia e Inglaterra, 29.

Neymar é o mais caçado da Copa, 9 faltas sofridas nos 80 minutos que ficou em campo no Mundial antes de sofrer uma grave lesão no tornozelo. Na estreia contra a Sérvia, das 12 faltas sofridas pelo Brasil, 75% foram no craque, que luta para se recuperar e voltar a atuar no Qatar.

Dois costarriquenhos sofreram 7 faltas, Joel Campbell e Gerson Torres. Lionel Messi foi parado 7 vezes, Vinicius Jr., 6, e Cristiano Ronaldo, 4.


Cartões

Foram mostrados 111 cartões amarelos, sendo 8 para a Arábia Saudita, 7 para o Qatar, 6 para Gana e México, os mais indisciplinados. A seleção de Tite recebeu apenas 1, com Fred. A Inglaterra é a única que ainda não foi amarelada na Copa.

Cinco jogadores receberam dois cartões amarelos e, pelo regulamento da Fifa, terão de cumprir suspensão na terceira rodada: Alireza Jahanbakhsh (Irã), Francisco Calvo (Costa Rica), Abdulelah Al Malki (Arábia Saudita), Jhegson Méndez (Equador) e Amadou Onana (Bélgica).

Apenas um cartão vermelho foi dado dentro de campo, para o goleiro Wayne Hennessey, de País de Gales, na derrota para o Irã.


Impedimentos

O Qatar viu 120 impedimentos, 12 deles da Argentina, 10% do total. Lautaro Martínez e Ángel Di María, com 4 e 3, respectivamente, são os argentinos que mais ficaram na banheira no Mundial. Alemanha e Costa Rica, com 9, aparecem no top 3.

O Brasil soma 4 impedimentos, e Vinicius Jr., com 2, é o jogador do país que mais ficou em posição irregular no torneio. Polônia e Austrália ainda não foram flagradas no impedimento na Copa.


VAR

16 lances foram revisados pelo VAR ao fim da segunda rodada da Copa, apenas 1 foi rejeitada.

Sete gols foram anulados pelo auxílio eletrônico, todos com impedimentos que não foram marcados em campo, e 1 gol foi validado, corrigindo a arbitragem. Seis pênaltis foram marcados depois da revisão (3 cobranças foram desperdiçadas), sendo 2 com faltas pessoais e 2 com toques de mão. A única expulsão da Copa também aconteceu graças ao VAR.


Público

Um total de 1.631.454 de torcedores foram aos 32 jogos no Qatar. A média por partida é de 50.983. O Estádio Lusail, o maior da Copa e palco da final, é dono dos três maiores públicos até agora:
1º - Argentina 2 x 0 México - 88.966
2º - Brasil 2 x 0 Sérvia - 88.103
3º - Argentina 1 x 2 Arábia Saudita - 88.012

A vitória do Brasil sobre a Suíça foi vista por 43.649 torcedores, perto da capacidade total do Estádio 974, que comporta 44.089 pessoas. Já classificada para as oitavas, a seleção brasileira se despede da primeira fase novamente no Estádio Lusail, contra Camarões, sexta-feira, às 16h (de Brasília). Será que vem recorde?