Por que Espanha de 2010 pode ser exemplo para Argentina sonhar com título na Copa do Mundo

Iniesta comemora gol do título de 2010, e Messi comemora gol contra sauditas Arte ESPN - Getty Images

Equipe de Messi e cia. sofreu derrota surpreendente para a Arábia Saudita na estreia da Copa do Mundo


O mundo do futebol foi surpreendido na última terça-feira (22) depois da derrota de virada da Argentina para a Arábia Saudita na estreia da Copa do Mundo. Neste sábado (26), os hermanos voltam a campo às 16h (de Brasília), contra o México, com o sério o risco de serem eliminados antes mesmo da última rodada.

A derrota na estreia, porém, pode não significar algo ruim para Lionel Messi e cia. Isso porque esta é mais uma semelhança do time argentino com a Espanha de 2010, seleção que acabou se sagrando campeã mundial ao final do torneio.

Na história das Copas, a Roja de 2010 é a única campeã que perdeu a partida de estreia no torneio. Na época, o time foi surpreendido para a Suíça no grupo H e saiu com um revés por 1 a 0, graças a gol de Gelson Fernandes. Depois, arrancou para a campanha de seu único título mundial.

Mas esta não é a única semelhança entre os dois times que pode fazer a Argentina ter ainda mais esperança na conquista de sua terceira Copa do Mundo. A começar pelo fim da invencibilidade de mais de três anos.

A equipe albiceleste não perdia há 36 partidas, com última derrota tendo ocorrido em julho de 2019, para o Brasil, na semifinal da Copa América. Um simples empate garantiria igualar o recorde de jogos sem perder de uma seleção, ao lado da Itália, mas os sauditas frustraram os planos sul-americanos.

Acontece que aquele time campeão do mundo em 2010 da Espanha também passou por situação parecida. Entre 2007 e 2009, o time ficou 35 jogos sem perder, igualando o então recordista Brasil, até que, na semifinal da Copa das Confederações, Vicente Del Bosque e seus comandados perderam para a zebra Estados Unidos por 2 a 0.

Outra curiosidade que une as duas seleções é o processo de renovação vivido por ambas antes da Copa. Em 2006, com Luís Aragonés, a Fúria via nomes consagrados e experientes como Raúl, Luís García, Michel Salgado e Reyes darem lugar a jogadores mais jovens, como David Villa, Andrés Iniesta, Sergio Busquets e outros.

Na Argentina, Javier Mascherano, Sergio Romero e outros jogadores deixaram o time depois da campanha ruim em 2018 para darem lugar a Giovanni Lo Celso, Emi Martínez, Rodrigo De Paul... As novas bases ainda renderam uma semelhança dupla para os dois lados.

Com um time rejuvenescido e melhor entrosado, as equipes deram fim a grandes jejuns e conquistaram um título continental. Em 2008, depois de 44 anos, os espanhóis conquistaram a Eurocopa. Já em 2021, depois de 28 anos, a Argentina voltou a ganhar a Copa América.

As duas equipes ainda guardam uma curiosidade menos alarmante. Em 2006, a Espanha caiu nas oitavas para a França. Em 2018, os argentinos foram eliminados pelos franceses... nas oitavas.

Semelhanças não faltam. Agora, para conseguir cumprir 'seu destino', a Argentina precisa vencer suas duas últimas partidas na fase de grupos e se garantir no mata-mata. Será que o fim da história será o mesmo?