Diretor de seleções da CBF se manifesta após ataques de Oswaldo de Oliveira e Leão a técnicos estrangeiros: 'No mínimo, deselegante'

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'Deselegante', 'falta de educação' e mais: os bastidores das falas de Oswaldo e Leão sobre estrangeiros e situação de Ancelotti (3:32)

Gustavo Feijó, diretor de seleções da CBF, se manifestou por meio de uma nota oficial após as fortes declarações de Oswaldo de Oliveira e Emerson Leão sobre técnicos estrangeiros durante o 2º Fórum Brasileiro dos Treinadores de Futebol, realizado na última terça-feira (4).

Na ocasião, os dois experientes profissionais causaram constrangimento em Carlo Ancelotti, treinador da seleção brasileira, ao criticaram a “invasão” de estrangeiros no futebol brasileiro.

Feijó apontou as falas como “no mínimo, deselegantes” e que “não refletem o verdadeiro sentimento do povo brasileiro”.

A reportagem da ESPN apurou que o treinador italiano ficou "bastante incomodado" com as palavras de Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira. A CBF, então, precisou contornar a situação com Ancelotti.

O evento foi organizado pela Federação Brasileira de Treinadores de Futebol (FBTF) e não teve participação da CBF, que apenas cedeu o local.

Mas ninguém esperava o que aconteceria no palco. Muito menos Ancelotti, que apareceu após ser convidado pelos treinadores apenas para “receber uma homenagem” no evento que transcorria no prédio onde dá expediente diariamente.

Eis que o italiano desceu do segundo andar, onde fica sua sala, para o térreo da sede da confederação, se dirigiu ao auditório, foi chamado ao palco e se viu diante da cena classificada por todos como “constrangedora”.

Veja abaixo a nota oficial de Gustavo Feijó:

“As declarações feitas durante o Fórum Brasileiro de Treinadores, dirigidas ao técnico Carlo Ancelotti e aos profissionais estrangeiros que atuam no Brasil, foram, no mínimo, deselegantes, para não dizer de outra forma, e não refletem o verdadeiro sentimento do povo brasileiro.

Assim como queremos que nossos treinadores sejam tratados com respeito fora do país, também devemos acolher com consideração os profissionais que escolhem trabalhar aqui. Opiniões divergentes fazem parte do debate, mas falas preconceituosas e desnecessárias não contribuem para o processo de reconstrução e valorização do nosso futebol.

Vivemos um novo momento, com gerações se renovando, métodos se modernizando e profissionais brasileiros cada vez mais preparados. A criação da Federação Brasileira de Treinadores pode ser um passo importante nesse processo, desde que haja união, diálogo e respeito entre todos. O futebol brasileiro precisa seguir sendo símbolo de aprendizado, inclusão e excelência”.