<
>

Bastidores: por que Paiva pediu demissão do Bahia e o que Grupo City tem a ver com fim do trabalho

O Bahia surpreendeu a todos ao anunciar a saída de Renato Paiva, primeiro técnico contratado pelo clube desde o fechamento da parceria com o Grupo City, que possui diversas equipes ao redor do mundo, entre eles o Manchester City.

A decisão de interromper o trabalho que durava nove meses partiu do próprio treinador e foi uma consequência dos últimos acontecimentos dentro e fora de campo no Tricolor.

Segundo apurou a ESPN, o português justificou a decisão de deixar o comando do Bahia como algo que faria bem para o clube no futuro, um reflexo dos últimos dias tumultuados no cargo.

Há semanas, Renato Paiva tem uma relação estremecida com imprensa local e sobretudo a torcida, por conta de declarações em entrevistas coletivas, após jogos do Bahia no Campeonato Brasileiro, que desagradaram os dois setores.

A principal torcida organizada do clube, inclusive, chegou a publicar uma montagem com o rosto do treinador e orelhas de burro, em forma de protesto pelas escalações e resultados da equipe na temporada.

Também viralizou um bate-boca entre Paiva e o repórter Jailson Baraúna, em 20 de agosto, após vitória por goleada sobre o Red Bull Bragantino por 4 a 0.

Todo esse cenário era motivo de preocupação até mesmo do Grupo City. A ESPN apurou que o parceiro não enxergava com bons olhos esse desgaste de relacionamento entre torcida, time e imprensa logo no início do projeto.

Não havia uma pressão para que Renato Paiva entregasse o cargo, mas, ciente de todos esses bastidores, o português preferiu deixar o comando e encerrar a passagem pelo futebol brasileiro.

No Bahia, foram 51 partidas, com 20 vitórias, 15 empates e 16 derrotas, um aproveitamento de 49%. Ele deixa o Tricolor na 16ª posição do Brasileirão, com 22 pontos, um acima do Santos, que abre a zona de rebaixamento do Brasileirão.

Próximos jogos do Bahia: