Titular do Brasil na Rússia, zagueiro do São Paulo revelou planejamento para defender a seleção brasileira no final do ano, no Catar
Miranda foi titular absoluto da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2018, disputou todos os minutos da equipe de Tite na Rússia e se vê em condições de representar o Brasil no próximo mundial, ao final de 2022, no Catar.
Neste domingo (2), em entrevista à TV Globo, o zagueiro do São Paulo falou sobre a eliminação para a Bélgica no último mundial e revelou seu planejamento para disputar a Copa do Mundo no Catar aos 38 anos.
“Foi uma Copa marcante, a realização de um sonho, mas ao mesmo tempo foi uma frustração grande. Me via jogando uma final com a seleção brasileira, levantando o troféu de campeão, daí veio a frustração. Acho que tive um bom desempenho pessoal, mas futebol é coletivo. Acho que [a seleção] devia fazer mais amistosos contra seleções europeias, testar mais o time, pra não ter surpresas”.
“Vejo que ainda estou no nível para jogar na seleção, mas primeiro tenho que desempenhar bem, fazer o São Paulo campeão novamente. Essa é minha meta para 2022: estar preparado para, quando for chamado, responder à altura”.
Carreira pelo irmão
Miranda também falou sobre seu irmão mais velho, que acabou morrendo em acidente quando o zagueiro, o caçula, tinha apenas seis anos. Segundo ele, a perda do irmão o impulsionou a buscar a carreira no futebol.
“Ele era primeiro volante, foi campeão amador aqui na região, foi um baque grande pra família. Perdi um irmão... Vi minha mãe desconsolada. Falei pra ela: 'Fica tranquila, vou sustentar a família, vou me tornar jogador de futebol, vou fazer o que for possível, me tornar jogador e sustentar minha família'. Foi meu objetivo”.
