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Thiago Ribeiro relembra passagem na Itália, revela prêmio inusitado prometido pelo clube e elege o zagueiro mais difícil que enfrentou

Atualmente na Chapecoense, Thiago Ribeiro viveu o auge da carreira com a camisa do Cruzeiro, clube pelo qual chegou à final da Conmebol Libertadores em um ano e, no seguinte, foi artilheiro da competição.

E as boas atuações pelo clube mineiro fizeram o atacante chegar à Itália. Por lá, uma realidade completamente diferente de jogo. Em entrevista ao ESPN.com.br, Thiago Ribeiro abriu o jogo sobre as principais dificuldades na 'terra da bota' e revelou um prêmio inusitado que era prometido pelo Cagliari.

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"O que eu encontrei de muita dificuldade foi assim, eu jogava no Cruzeiro, jogava para frente, fazia muitos gols, isso me ajudou a ser artilheiro da Libertadores. Quando cheguei no Cagliari, o objetivo era não cair para a 2ª divisão. Todos os jogadores do clube tinham o 'prêmio da salvação'. Então, se não caísse, todos jogadores recebiam um valor. Então, o primeiro campeonato do time era não cair. E, depois, vamos ver o que vai acontecendo na competição. Se as cosias andarem muito bem, beliscar um lugarzinho na Europa League, ou na Champions. Vaga em competições europeias para um time pequeno/médio é difícil. Mas, se não caísse, o ano já tinha valido à pena", começou por afirmar.

"Senti muito essa questão. Time tinha muita dificuldade de criar e fazer gol. Imagine para um atacante que a bola não chega, se você tem uma chance, se desperdiçar, não sabe se vai ter outra. Isso me incomodava muito. Não estava conseguindo produzir como gostaria. Quando eu jogo bem, sei que fui bem. Quando não fui bem ou não participo tanto do jogo, sei que fui mal. Me cobro muito. Isso me incomodava, porque queria fazer gol, dar assistência, mas pegava pouco na bola porque o time jogava muito defensivamente", completou.

Por lá, enfrentou grandes equipes. Viveu o início da hegemonia da Juventus, enfrentou um estrelado Milan, além de outros grandes clubes, como Internazionale, Roma, Lazio e Napoli.

No mano a mano, ficou de frente com grandes zagueiros e, para o ESPN.com.br, elegeu quem mais teve dificuldades de enfrentar.

"Enfrentei grandes zagueiros nos dois anos que fiquei na Itália. Chiellini, Bonucci, Barzagli. Enfrentei ali também, que não era zagueiro, mas marcava muito, o Javier Zanetti. Teve muitos jogadores de alta qualidade. Se for colocar por questão de dificuldade, pelo momento que esse clube vivia, e até pouco tempo ainda estava em grande momento, seriam os defensores da Juventus".

Venceram nove vezes seguidas o Italiano. Jogar contra a Juventus era muito difícil. Quando pegava a bola, não tinha muito espaço, já tinha um, dois em cima para marcar. Se tivesse que citar uma defesa, citaria a da Juventus. E se tivesse que citar um jogador, diria o Bonucci. Além de ser bom marcador, com a bola no pé tem qualidade. É um jogador que me chamou atenção naquela época", finalizou.