A partida entre Brasil e Argentina, neste domingo, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, na Neo Química Arena, foi suspensa pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) depois que fiscais da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) entraram no gramado e mandaram o jogo ser paralisado aos 4 minutos do 1º tempo.
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O presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, em participação durante o Linha de Passe, explicou que o órgão sabia das infrações de Lo Celso, Emi Martínez, Cristian Romero e Buendía desde suas chegadas ao Brasil.
“O conhecimento (dos quatro jogadores) é desde o momento que eles chegam no Brasil e o que houve depois disso foi o não acatamento das ordens que eles receberam. Ou seja, que eles fossem quarentenados e deportados. Então, foram insubmissos a essa orientação”, disse.
“Eu não sei se decidiram solitariamente ou com respaldo de algum superior, mas o fato é que deixaram o hotel e rumaram para o estádio, como foi transmitido pela TV. Ou seja, não são pessoas que se submetem ao regramento do país que se destinam. Infelizmente, é disso que estamos falando”, completou.
Torres disse não saber se houve algum tipo de negociação por parte da delegação argentina, mas criticou as alegações de Lionel Messi e Lionel Scaloni de que nenhum aviso sobre a situação foi dado.
“Essa alegação é bastante comezinha nesse tipo de situação. Nós avisamos no momento da chegada dos jogadores que eles não poderiam estar no Brasil, para voltar ao país de origem e que fizessem uma quarentena, antes. O que houve foi uma infração do regramento do país, não aceitaram nosso regramento”, afirmou.
“O aviso, na verdade, isso deveria ser apurado, é se esses jogadores tiveram algum tipo de incentivo para virem ao Brasil, mesmo sabedores de suas condições sanitárias irregulares pelo regramento vigente no país”, questionou.
“O final lamentável foi esse porque uma ou outra orientações da Anvisa não foram acatadas. Mas dizer que não foram avisados, eles foram avisados na chegada deles. O que houve foi um ‘pagar para ver’. Um ‘não vou cumprir, não vai dar em nada”.
O presidente do órgão ainda afirmou que, agora, os atletas deverão ser deportados e multados, apontando agravantes na infração de terem entrado no país sem a quarentena requerida.
“Esses quatro atletas serão deportados e, antes de deixarem o país, serão autuados e multados. Houve alguns agravantes, porque eles já seriam por terem assinado a declaração de saúde dos viajantes, ou seja, omitiram a passagem pelo Reino Unido”, apontou.
“Houve, também, a outra infração que foi não cumprir a quarentena, quando foi determinado. E, obviamente, a outra foi pela situação de estar no estádio, que vão precisar das informações de quem estava no estádio”, finalizou.
