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Eliminatórias: Fiscais da Anvisa invadem campo e paralisam Brasil x Argentina

A partida entre Brasil e Argentina, neste domingo, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, na Neo Química Arena, foi interrompida logo nos primeiros minutos da etapa inicial depois que fiscais da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) entraram no gramado e mandaram o jogo ser paralisado.

De acordo com a entidade, o goleiro Emiliano Martínez, o zagueiro Romero e os meias Buendía e Lo Celso, que atuam no futebol inglês e estiveram no Reino Unido nos últimos dias, não poderiam estar em campo.

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Antes da partida, um acordo entre Governo, Fifa e Conmebol permitiu que os quatro atletas fossem de ônibus ao estádio, e, com isso, a partida foi iniciada. No entanto, o duelo foi interrompido após apenas quatro minutos de bola rolando.

Os jogadores da Argentina no momento estão no vestiário, e ainda não se sabe se o jogo será retomado.

Após alguns minutos da paralisação, o atacante Lionel Messi (sem uniforme) e o técnico Lionel Scaloni voltaram ao gramado e conversaram com jogadores do Brasil, com o técnico Tite e com o coordenador de seleções da CBF, Juninho Paulista.

Em entrevista à TV Globo, o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, informou que o quarteto argentino mentiu na entrada do Brasil sobre terem passado pelo Reino Unido nos últimos dias. De acordo com Torres, eles serão autuados, multados e deportados.

Veja o que disse o presidente da Anvisa

É bastante complicado perante ao espectador que quer ver o show. São quatro jogadores que, ao chegarem ao território nacional, apresentam um documento de saúde do viajante, e nesse documento estava que eles não haviam passado pelo Reino Unido. O que acontece é que logo depois se constata pelo passaporte é que eles estavam no Reino Unido.

Tudo aquilo que a Anvisa orientou não foi cumprido. Quando a situação foi identificada, esses jogadores foram orientados a ficar isolados para aguardar a deportação. Mas isso não foi cumprido. Eles se deslocaram ao estádio e entraram em campo.

Mas vamos voltar no tempo. Demos ciência à Polícia Federal logo de manhã e era necessário verificar já que o anterior que era falar a verdade no momento da entrada do país foi descumprido. Acionamos a PF, que se deslocou ao hotel. Lá, constataram que a equipe havia ido ao estádio. Aí sim fomos ao estádio e o resto vocês estão assistindo ao vivo.

Não ocorre nesses casos a instalação de uma guarda. Estamos lidando com pessoas de bem, que entendem o que é lidar com a vigilância sanitária do país. Parte-se de um bom que isso será acatado. Mas, infelizmente, não foi.

A Anvisa não tem conhecimento. E relembro: quem tem poder para polícia sanitária do estado é Anvisa. Só a Anvisa e a ANS tratam de saúde no Brasil. Eu desconheço que outras autoridades podem autorizar qualquer coisa.

Esses quatro jogadores precisam ser deportados do Brasil. Obviamente precisam ser autuados e multados por uma sequência de infrações sanitárias. Eles estão descumprindo o regulamento sanitário brasileiro e precisamos zelar para que ele seja respeitado.

As infrações sanitárias já aconteceram. Responder de maneira confiável sobre as informações confiáveis sobre o histórico do viajante e depois de fazer a quarentena.

Se jogarem, estamos beirando ao absurdo aonde regras sanitárias em meio a uma pandemia com mais de 500 mil mortos estão sendo descumpridas sabe-se Deus com respaldo de quem e do que. Aí realmente estaríamos em uma situação institucional muito difícil. Mas eu realmente acredito que isso não vai acontecer.