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Racing x São Paulo: campeão da Libertadores lembra pedradas na Argentina e aconselha time atual

Para eliminar o Racing no jogo de volta das oitavas de final da Conmebol Libertadores sem ir para os pênaltis ou precisar empatar em 2 a 2, o São Paulo terá que quebrar uma marca negativa. A equipe tricolor só venceu uma partida na Argentina pela competição em sua história: a semifinal de 2005.

O jogo entre Racing (ARG) e São Paulo terá transmissão AO VIVO na tela do FOX Sports a partir de 21h30 (de Brasília). Você acompanha todos os principais lances do jogo com vídeos em tempo real do ESPN.com.br.

Alex Bruno, titular daquele time tricampeão da América, acredita que o Tricolor tem condições de repetir o feito de 16 anos atrás.

"O Racing é um time taticamente muito bom. O São Paulo fez um bom primeiro jogo, mas os argentinos não se desequilibram em nenhum momento. Eles lutam até o fim pelo resultado. O São Paulo precisa estar muito concentrado e confiante para conseguir vencer e se classificar", disse o ex-defensor, ao ESPN.com.br.

Na semana passada, no Morumbi, a equipe de Hernán Crespo perdeu várias chances, a maior com Vitor Bueno, cara a cara com o goleiro dentro da área, e ficou no empate por 1 a 1.

"Nós estamos acostumados com um futebol mais técnico. A gente nunca vai conseguir igualar os argentinos na malandragem, força e de saber bater. O mais complicado é igualar os caras na vontade", afirmou o defensor.

Para o ex-zagueiro, o estádio vazio não será uma grande vantagem ao Tricolor, que vive má fase no Brasileirão.

"O time está um pouco abalado psicologicamente pelos resultados. No dia a dia, os jogadores ficam sem confiança e a torcida coloca muita pressão. Isso afeta muito mais em campo do que o torcedor. Se for ver por ambiente, chegada, foguetório à noite fica um pouco mais difícil. Mas depois que a bola rola, você esquece", contou Alex.

"Os principais jogadores do elenco precisam chamar a responsabilidade nessas horas".

Pedradas e cobertores

Em 2005, o São Paulo derrotou o River Plate por 3 a 2 no estádio Monumental de Núñez. Depois de vencer o time argentino por 2 a 0 na partida de ida no Morumbi, no jogo que marcou a estreia de Amoroso, a equipe tricolor se preparou para uma guerra em Buenos Aires.

Na capital paulista, houve confronto entre a polícia militar e torcedores do River. Na chegada ao Monumental, o ônibus tricolor foi apedrejado por torcedores adversários, o que só aumentou o clima de tensão.

"Nos deram cobertores para nos protegermos e não entendemos a razão. Quando chegamos, todos os vidros foram destruídos. A gente só tirou as cobertas no saguão. Eu lembro que o Fabão não queria se descobrir, e a gente começou a dar tapa nele e a dizer que o ônibus tinha sido invadido (risos). O cara daquele tamanho começou a gritar! Essa brincadeira já fez a gente sair ganhando de 1 a 0 (risos)", contou.

O River tinha nomes consagrados em seu elenco, como Marcelo Gallardo (atual treinador do clube), Lucho González, Javier Mascherano – que pouco depois iria para o Corinthians - e o veterano atacante Marcelo Salas.

“Eles tinham uma equipe muito forte, mas a gente tinha um elenco com muitos caras experientes que chamavam a responsabilidade”.

No primeiro tempo, Danilo abriu o placar para o São Paulo, e Farías empatou para o River. Na segunda etapa, Amoroso e Fabão ampliaram para a equipe paulista. Aos 39, Salas diminuiu para os argentinos.

“A gente conseguiu fazer a torcida deles jogar contra porque abrimos vantagem”.

Com o resultado, o Tricolor se garantiu na decisão contra o Athletico-PR e foi o campeão.

Depois disso, foram sete jogos na Argentina pela Libertadores, com cinco derrotas e dois empates. Neste período, o São Paulo enfrentou times como o próprio River e Racing, além de Talleres, San Lorenzo, Estudiantes e Arsenal de Sarandí.

“Gosto muito desse time atual do São Paulo. Em 2005, nós também vencemos o Paulistão, fomos mal no Brasileiro e bem na Libertadores. Tomara que eles consigam nos repetir", disse.