Após a vitória por 2 a 1 sobre o Valencia, neste domingo, por LaLiga, o técnico do Cádiz, Álvaro Cervera, defendeu o zagueiro Juan Cala e negou que ele tenha insultado o defensor Diakhaby, dos Ches, com ofensas racistas.
Diakhaby acusou Cala de racismo e abandonou o campo aos 29 minutos do 1º tempo. Em solidariedade, todos os jogadores e a comissão técnica do Valencia também foram para os vestiários na sequência.
De acordo com Cervera, porém, o Cádiz é um "time leal" e não comete esse tipo de atitude.
"Eu vi a mesma coisa que todos vocês viram. Um jogador deles disse que foi insultado por Cala. Cala me disse que em nenhum momento insultou o jogador. Eu acredito no meu jogador. Ele me disse que não houve insulto, e eu acredito. E acredito também que a pessoa que faz algo assim (comete ofensa racista) deve pagar por isso", afirmou.
"É a primeira vez que acontece isso na minha carreira. Cala me disse repetidas vezes que não insultou o jogador. Somos um time leal e honesto, que não faz esse tipo de coisas", seguiu.
"Cala me disse que eu esperasse até o intervalo e ele me explicaria tudo. Falamos do ocorrido e eu conversei também com o pessoal do Valencia, reportando a eles o que me disse o Cala", completou.
Até o entrevero, a partida marcava 1 a 1 no placar, com gols justamente de Cala, para o Cádiz, e Gameiro, para o Valencia.
Após alguns minutos no vestiário, o time visitante acabou voltando, com exceção do defensor francês, que foi substituído pelo reserva Guillamón.
No Cádiz, por sua vez, não houve alterações, com Cala permanecendo em campo.
No intervalo, Álvaro Cervera, porém, optou por substituir Cala, e o atleta acusado de racismo não voltou para o 2º tempo (Marcos Mauro entrou em seu lugar).
E foi justamente Mauro que acabou definindo o placar da partida.
Aos 43 minutos, ele recebeu ótimo cruzamento de Alejo e acertou uma difícil cabeçada da marca do pênalti no cantinho de Domenech para dar a vitória ao Cádiz.
