O técnico do Valencia, Javi Gracia, disse que o zagueiro Diakhaby foi "insultado gravemente" com uma ofensa racista neste domingo, durante o 1º tempo de derrota por 2 a 1 para o Cádiz, por LaLiga.
Aos 29 da etapa inicial, todo o elenco valencianista abandonou o gramado depois que o defensor francês acusou o zagueiro Cala, do Cádiz, de cometer injúria racial.
Após pressão nos vestiários, os Ches acabaram retornando ao jogo, com exceção de Diakhaby, que pediu para ser substituído e foi trocado por Guillamón.
De acordo com Gracia, o francês não tinha condições mentais de voltar à partida.
"Diakhaby foi muito afetado por tudo o que aconteceu. Ele foi insultado gravemente. Não quero nem repetir as palavras exatas que Cala disse a Diakhaby, porque não fui o protagonista da ação, mas ele disse um insulto racista", afirmou o treinador, em sua coletiva de imprensa.
"Quando ocorreu o insulto, dissemos ao árbitro que deixaríamos a partida. Nos vestiários, nos disseram que, se não voltassemos, seríamos punidos. Falamos, então, com Diakhaby, e ele nos disse que não estava em condições de jogar, mas que nós poderíamos voltar", seguiu.
"Voltamos a jogar com a intenção de conseguir uma vitória para ele. Infelizmente, o árbitro não ouviu nada. Ele não tinha ideia do que tinha acontecido. Condenamos todo tipo de ação referente ao racismo", encerrou.
A partida foi retomada aos 30 minutos do 1º tempo, com 1 a 1 no placar.
No fim das contas, o Cádiz ganhou por 2 a 1, com gol do zagueiro Mauro, que substituiu Cala (o acusado de racismo) no 2º tempo.
Mauro, aliás, também deu entrevista após o jogo e preferiu não se alongar.
"Cala é um grande companheiro e é sempre muito respeitoso. Não tenho informação do que passou. Ninguém nos disse nada", limitou-se a dizer.
