Marcelo Gallardo contou nesta quarta-feira (31), em entrevista coletiva, como foi a conversa que teve com Rafael Santos Borré, atacante em reta final de contrato com o River Plate e que é pretendido por vários clubes do exterior.
O artilheiro colombiano tinha em mãos um pré-contrato do Grêmio, mas a demora para assinar o documento fez o Tricolor gaúcho desistir da negociação. Gallardo negou que tenha aconselhado Borré a recusar a oferta, mas disse que o incentivou a definir seu futuro apenas quando tivesse certeza.
"Como disse a Borré, é um assunto muito pessoal. Precisa tomar uma decisão [sobre o futuro] e precisa ter tempo para pensar, então conversamos. Não foi um conselho, mas sim uma opinião do que eu faria se estivesse em seu lugar", falou o treinador do River.
"Tudo que disse que foi que tome uma decisão quando tiver certeza. Se não estiver convencido, então que não tome nenhuma decisão".
Borré tem contrato com o River Plate até o fim de junho e portanto já pode assinar um pré-acordo com qualquer clube que lhe interesse. Recentemente, além do Grêmio, o atacante esteve perto de fechar com o Palmeiras, mas o time paulista, a fim de respeitar as limitações do orçamento, brecou o acerto.
A tendência é que o jogador volte à Europa, onde passou sem tanto brilho entre 2016 e 2017, por Atlético de Madrid e Villarreal. Clubes como Brighton, da Inglaterra, Feyenoord, da Holanda, e Celta de Vigo, da Espanha, seguem de perto a movimentação de Borré e devem entrar na briga para contratá-lo.
"De acordo com as possibilidades que tem, é importante que esteja tranquilo. O jogador de futebol fica exposto a essas situações e tem que estar mentalmente muito sólido, para ter calma e refletir sobre seu futuro", afirmou Gallardo.
"É difícil, porque precisa jogar, por seu físico à prova, e se não está com cabeça boa pode ser contraproducente. Disse a ele para manter a calma, dentro do possível, e deixar as coisas acontecerem com naturalidade", sinalizou o treinador, que admitiu o interesse de mantê-lo no River, mesmo que as condições sejam complexas.
"River vai ser sempre uma possibilidade para ele, claramente. Hoje é muito difícil podermos competir com outros mercados, é real. Então ele saberá o que fazer com tranquilidade".
