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Palmeiras perdeu três finais de Libertadores para 'esquadrões'; relembre todos os vices alviverdes

Neste sábado, o Palmeiras encara o Santos, no Maracanã, em busca de seu 2º título na Conmebol Libertadores - e também tentando evitar seu 4º vice-campeonato.

O FOX Sports transmite ao vivo a final da Conmebol Libertadores, entre Palmeiras e Santos, no próximo sábado, 30 de janeiro, a partir das 17h (horário de Brasília). A decisão também terá acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br, com VÍDEOS de lances e gols. E quando a bola parar, a melhor cobertura pós-jogo será na ESPN Brasil e no ESPN App, com entrevistas, festa do título e muita análise e opinião em SportsCenter e Linha de Passe, entre 19h e 0h.

Para quem não se lembra, o Verdão alcançou a decisão continental em quatro oportunidades, ganhando a de 1999, contra o Deportivo Cali-COL.

No entanto, nas outras três vezes em que o Alviverde foi finalista, acabou amargando o 2º lugar, sendo um dos maiores vices da história da competição (só Olímpia-PAR e América de Cali-COL, com quatro cada, e Boca Juniors-ARG e Peñarol-URU, com cinco cada, perderam mais vezes).

Se serve de "prêmio de consolação", o Palmeiras não perdeu as finais para qualquer rival. Na verdade, os três times que derrotaram os palestrinos eram verdadeiros "esquadrões", com algumas das escalações mais celebradas de todos os tempos no futebol sul-americano.

Prova disso é o que aconteceu nos Mundiais de Clubes depois...

Relembre os vices do Palmeiras:

1961

Na grande decisão, o Verdão enfrentou aquele que é talvez o melhor time da história do Peñarol. Entre as grandes figuras, apareciam "monstros sagrados" como o lateral-direito William Martínez, o zagueiro Roberto Matosas, o meia Luis Cubilla e o espetacular trio de ataque formado pelo uruguaio José Sasía, o peruano Juan Joya e o equatoriano Alberto Spencer, uma lenda da Libertadores.

O Alviverde, porém, também tinha uma excelente equipe, com o goleiro Valdir Joaquim de Moraes, o lateral-direito Djalma Santos, o zagueiro Valdemar Carabina, o lateral-esquerdo Geraldo Scotto, os meias Julinho Botelho e Romeiro e o atacante Chinesinho, com o experiente técnico argentino Armando Renganeschi no comando.

No 1º jogo, no Centenário de Montevidéu completamente abarrotado por mais de 64 mil torcedores, o Palmeiras controlou bem o adversário até os 44 minutos do 2º tempo. Foi quando Djalma Santos errou recuo para Valdir e deu a bola de presente para Spencer anotar o único tento dos Carboneros na vitória por 1 a 1.

Na volta, cerca de 50 mil pessoas foram ao Pacaembu tentar empurrar o Verdão em busca do título, mas foram frustradas logo aos 5 do 1º tempo, quando Sasía disparou em petardo que furou a rede do estádio e abriu o placar para o Peñarol. O Alviverde reagiu no segundo tempo e empatou com Nardo, mas não conseguiu virar e acabou amargando o vice.

No Mundial de Clubes daquele ano, o fantástico time do Peñarol demoliu o histórico Benfica de Eusébio e Coluna, colocando-se na condição de maior equipe do planeta.

1968

Na grande decisão, novamente o Palmeiras teve que encarar uma equipe lendária do futebol sul-americano: o Estudiantes do técnico Osvaldo Zubeldía, que era conhecido por bater e jogar com a mesma eficiência. Os grandes destaques da equipe eram o meia Carlos Bilardo (que depois se tornaria um treinador de ponta) e o atacante Juan Ramón Verón, pai do ex-meia Juan Sebastián Verón.

Novamente, o Verdão possuia também um grande elenco, já que vivia o auge de sua 1ª Academia: além do goleiro Valdir, tinha ainda o zagueiro Baldocchi, os meio-campistas Dudu e Ademir da Guia e os atacante Tupãzinho, Servílio e Rinaldo, só para citar os principais atletas do elenco. Novamente, o treinador era um argentino: Alfredo González.

No 1º jogo, em La Plata, o Palmeiras começou bem e abriu o placar com Servílio, aos 30 da etapa inicial. No entanto, o Estudiantes reagiu no apagar das luzes e conseguiu uma incrível virada com dois gols nos minutos finais, obras de Juan Ramón Verón e Flores.

Na volta, no Pacaembu, o Alviverde não deu chance para o azar e atropelou: com dois gols de Tupãzinho e um de Rinaldo, os palestrinos abriram 3 a 0 e praticamente liquidaram a fatura. Verón ainda diminuiu para 3 a 1, mas o Verdão ganhou e forçou um 3º jogo, que, pelo regulamento da época, tinha que ser disputado em campo neutro.

Com isso, o jogo-desempate foi disputado no Estádio Centenário, em Montevidéu, que, pela proximidade geografica, ficou lotado de argentinos. Jogando praticamente "em casa", o Estudiantes fez 2 a 0, segurou o ataque palmeirense na base da pancada e se sagrou campeão continental, fazendo o Alviverde amargar seu 2º vice.

No Mundial de Clubes, o clube argentino venceria o poderoso Manchester United do técnico Sir Matt Busby, que tinha ninguém menos do que Bobby Charlton, Dennis Law e George Best no ataque.

2000

Após ser campeão em 1999, o Palmeiras alcançou a final novamente no ano seguinte, mesmo sem vários destaques da equipe que faturou a taça. Ainda restavam, porém, nomes como Marcos, Roque Júnior, Júnior, Rogério, Alex, César Sampaio e Euller, além do técnico Luiz Felipe Scolari - o lateral-direito Arce, grande arma do time, se machucou e não conseguiu jogar a decisão continental.

Do outro lado, porém, estava o time mais temido da história do Boca Juniors. Nomes como o do goleiro Córdoba, dos laterais Ibarra e Arruabarrena, dos zagueiros Bermúdez, Matellán e Walter Samuel, dos volantes Battaglia, Basualdo, Traverso e Gustavo Barros Schelotto, dos meias Riquelme e Guillermo Barros Schelotto e do atacante Palermo estão na mitologia xeneize.

Em La Bombonera, o Boca do técnico Carlos Bianchi exerceu sua tradicional pressão e ficou duas vezes na frente, com dois surpreendentes tentos de Arruabarrena. No entanto, o Verdão também fez uma grande partida e conseguiu buscar o empate duas vezes, com tentos de Pena e Euller, decretando um 2 a 2 que animou os palestrinos para a partida de volta.

No 2º jogo, no Morumbi, Felipão apostou em um time ofensivo, com um trio de ataque formado por Pena, Euller e Marcelo Ramos (depois Asprilla) e foi para cima dos argentinos. A equipe de Buenos Aires foi sufocada, mas conseguiu segurar um 0 a 0 e levar para os pênaltis - também com uma bela ajuda do árbitro paraguaio Epifanio González, que não marcou penal claro em Asprilla.

Nas penalidades, brilhou a estrela do goleiro Córdoba, que se agigantou e pegou as batidas de Asprilla e Roque Júnior. Guillermo Schelotto, Riquelme, Palermo e Bermúdez fizeram para o Boca e deram ao gigante argentino mais uma taça de Libertadores para sua coleção, fazendo o Palmeiras amargar seu 3º vice-campeonato continental.

No Mundial de Clubes daquele ano, o Boca Juniors passaria por cima de ninguém menos do que o Real Madrid de Casillas, Roberto Carlos, Hierro, Makelélé, Figo e Raúl, numa atuação histórica de Riquelme e com dois gols de Palermo logo nos primeiros seis minutos de jogo.