<
>

São Paulo tem ônibus de jogadores atingido por pedradas antes de encarar o Coritiba; 14 são presos

play
Torcida do São Paulo protesta em frente ao CT do clube e cobra respeito pela camisa (0:38)

A equipe de Fernando Diniz perdeu por 5 a 1 para o Inter na última quarta-feira, em pleno Morumbi, e ainda viu o Colorado chegar ao topo do Campeonato Brasileiro (0:38)

A crise no São Paulo ganhou um novo capítulo neste sábado (23), horas antes da partida contra o Coritiba, no Morumbi, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em campo, as equipes empataram por 1 a 1.

O ônibus tricolor foi alvo de uma emboscada a caminho do estádio, enquanto levava jogadores e membros da comissão técnica do CT da Barra Funda para o jogo, que começa às 19h (de Brasília).

Pedras e rojões foram atirados contra o veículo do time. E poderia ter sido até pior: segundo o repórter Guilherme Muniz, da CBN, o GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) confirmou a existência de explosivos no trajeto do ônibus. Coube aos policiais detonarem os objetivos.

Na chegada ao Morumbi, foi possível ver uma série de buracos no veículo, um visível na parte dianteira e outros na lateral. Nas redes sociais, o São Paulo informou que 14 pessoas que participaram do ato já foram detidas pela Polícia Militar.

Também pela rede social, o Tricolor reportou que não houve feridos na delegação, e que bombas e artefatos de guerra foram apreendidos pela PM.

"O clube segue acompanhando o caso e oferecendo todo o apoio às autoridades", postou o clube, que mais tarde divulgou uma nota oficial assinada pelo presidente Julio Casares.

O fato acontece um dia depois de um grupo de torcedores protestar em frente ao centro de treinamento do São Paulo. No ato, os tricolores pediram as saídas do executivo de futebol Raí e do técnico Fernando Diniz, além de protestar contra o meia e capitão Daniel Alves.

Leia a nota oficial do Tricolor:

O ataque que a delegação do São Paulo Futebol Clube sofreu a caminho do estádio do Morumbi é um ato inadmissível e que jamais deve ser tolerado. Estava com a nossa delegação no ônibus e posso testemunhar que o saldo poderia ter sido ainda pior. Por sorte, ninguém se feriu.

Nossa prioridade neste momento é dar todo suporte necessário a jogadores, membros da comissão técnica e demais funcionários que foram vítimas do ocorrido. A vida e a integridade física de nossos colaboradores não têm preço e é inaceitável que sejam colocadas em risco.

O clube não medirá esforços para que os autores de tamanha atrocidade sejam responsabilizados. Na condição de representante do nosso São Paulo, farei tudo a meu alcance para que casos como esse não se repitam.

Para isso, já determinamos à Câmara Setorial de Segurança, na figura do Doutor Luís Lanfredi, que acompanhe os desdobramentos com afinco e proporcione às autoridades todo o suporte necessário que cabe ao clube.

Reitero que estou à disposição dos nossos funcionários para apoiá-los e protegê-los.