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Santos não está sozinho: outras seis vezes que arbitragem revoltou brasileiros contra o Boca na Libertadores

O Santos deixou a Bombonera muito irritado com o árbitro chileno Roberto Tobar, que ignorou uma suposta penalidade de Izquierdoz em Marinho. Mas os santistas não estão sozinhos nesta queixa. Há, pelo menos, seis outros casos em que clubes brasileiros já reclamaram de terem sido “roubados” ou “prejudicados” em duelos contra o Boca Juniors.

O Palmeiras é quem “lidera” esse peculiar ranking. Foram dois casos que incomodam até hoje torcedores e especialmente jogadores que estiveram nos duelos pela Conmebol Libertadores de 2000 e 2001.

No primeiro caso, perderam o título nos pênaltis para o Boca, no Morumbi, em um jogo em que houve dois lances de pênalti para o time alviverde. No segundo, empate por 2 a 2 na Bombonera, houve pênalti irregular para os argentinos e uma penalidade ignorada para os palmeirenses.

Nessa longa lista (veja cada um dos casos abaixo) existe até um suposto caso de direcionamento da arbitragem em 2013, ano em que o Boca Juniors eliminou o Corinthians nas oitavas.

A arbitragem do paraguaio Carlos Amarilla no Pacaembu foi bastante tendenciosa, com dois gols do time alvinegro anulados e duas penalidades claras não marcadas.

Dois anos depois do jogo, vazou um áudio em que Julio Grondona, então presidente da Associação Argentina de Futebol, conversa sobre a escolha do juiz com Abel Gnecco, representante da AFA no Comissão de Arbitragem da Conmebol.

“Estive falando com Alarcón e ele me disse: ‘Estão querendo o Amarilla aí na Argentina?'”, diz Gnecco para Grondona, que responde: “Olha, se querem eu não sei, eu quero. Coloque ele e deixe de me encher o saco. Alarcón, ponha o Amarilla e deixe de me ferrar”.

Voltando a partida da última quarta, o Santos deixou a Bombonera com uma reclamação formal enviada para a Conmebol sobre a arbitragem do chilena Rooberto Tobar.

Sobre o lance, o ex-árbitro e comentarista dos canais esportivos Disney, Carlos Eugenio Simon, disse que: "No protocolo está determinado que o árbitro veja o lance. Um lance capital do jogo. Estou curioso pra ouvir o áudio da sala do VAR".

A Conmebol divulgou nesta quinta (7) o áudio, na qual os árbitros avaliam como um "lance de jogo" e dizem que Marinho se atirou no gramado após o contato de Izquierdoz, aos 38 do segundo tempo. Mesmo assim o Santos vai formalizar a queixa.

Quando a arbitragem foi 'boa' para o Boca

2020 – Boca Juniors 0x0 Santos [semifinal]

O chileno Roberto Tobar poderia ter dado pênalti de Carlos Izquierdoz em Marinho, que foi derrubado pelo argentino na área. Mas acabou seguindo orientação do VAR. Sem revisar o lance, nada marcou. Foi o primeiro jogo pela semifinal.

2018 – Boca Juniors 2x0 Cruzeiro [quartas]

O paraguaio Eber Aquino expulsou Dedé após um choque acidental do zagueiro com o goleiro Andrada. O detalhe é que ele revisou o lance no VAR. Na série, Boca avançou.

2013 – Corinthians 1x1 Boca Juniors [oitavas]

O paraguaio Carlos Amarilla anulou dois gols legítimos (Romarinho e Paulinho) e ignorou dois pênaltis claros (um em Sheik e outro em toque de mão de Marín na área) para o Corinthians. Boca avançou por ter vencido na ida por 1 a 0. Boca avançou. Em 2015, foi divulgado uma gravação telefônica em que o então presidente da Associação do Futebol Argentino, Julio Grondona, afirmava ter participação na escolha do árbitro, em um possível esquema para beneficiar o clube argentino.

2012 – Boca Juniors 1x0 Fluminense [quartas]

O colombiano José Hernando Buitrago ignorou cotovelada de Clemente Rodríguez em Marcos Júnior; expulsou Carlinhos em lance questionado pelos tricolores e ignorou o toque de mão de Roncaglia dentro da área. Na série, Boca avançou.

2007 – Boca Juniors 3x0 Grêmio [final]

O uruguaio Jorge Larrionda validou o primeiro gol do Boca apesar de Riquelme e Palácio (autor do tento) estarem impedidos. Os gremistas também reclamaram pela expulsão de Sandro Goiano aos 12 minutos do segundo tempo. Depois sofreu mais dois gols. Boca foi o campeão no segundo jogo, em Porto Alegre.

2001 – Boca Juniors 2x2 Palmeiras [semifinal]

O paraguaio Ubaldo Aquino deu um pênalti questionado ao Boca, em lance entre Alexandre sobre Barihjo, e ignorou um pênalti claro cometido pelo goleiro Córdoba em Fernando. Boca avançou.

2000 – Palmeiras 0x0 Boca Juniors [final]

O paraguaio Epifanio González ignorou duas penalidades no Morumbi, uma cometida em Asprilla e outra em Pena, o que manteve o empate e fez o título ser decidido nos pênaltis. Boca campeão.