<
>

Capitão do Liverpool, Henderson admite: clube agiu mal em apoio a Suárez em caso de racismo há nove anos

Em 2011, Luis Suárez defendia o Liverpool e foi protagonista de um episódio triste de racismo no futebol inglês. Nove anos mais tarde, Jordan Henderson, hoje capitão dos Reds e então garoto de 21 anos, admite que o clube lidou de forma completamente equivocada com o incidente.

Em jogo entre Liverpool e Manchester United em outubro daquele ano, o uruguaio foi flagrado chamando Patrice Evra de "negro" (sem traduzir) e pegou suspensão de oito jogos imposta pela Football Association, entidade que controla o futebol no país.

Após a punição da FA, os companheiros de Suárez na equipe soltaram comunicado apoiando o atacante e usaram a camisa 7 com o seu nome no aquecimento de uma partida contra o Wigan.

"Eu era um jovem jogador na época, então era algo inédito para mim", disse Henderson, que estava em sua primeira temporada pelos Reds, ao documentário Football, Racism and Me, do ex-jogador Anton Ferdinand para a emissora britânica BBC.

"Olhando para trás agora, não tenho certeza que o clube ou todos ali lidaram com isso da melhor maneira. Da perspectiva dos jogadores, nossa preocupação estava em Luis e em como protegê-lo, então realmente não pensamos em Patrice. E acho que foi aí que erramos completamente. Se as pessoas quiserem me julgar, tomo toda a responsabilidade como jogador".

Jamie Carragher, outro ex-jogador do Liverpool que esteve presente naquela partida, chegou a pedir desculpas para Evra em 2019, afirmando que o clube cometeu "um grande erro".