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Oferta do pai de Neymar, dupla francesa de quase R$ 900 milhões e até 'mago' do mercado: ex-Barcelona abre bastidores do clube

Ex-diretor do Barcelona, Javier Bordas decidiu abrir a 'caixa preta' do clube catalão. Em entrevista aos programas Partidazo de COPE e Radio MARCA, Bordas revelou como foram as negociações com o Paris Saint-Germain para acertar o retorno de Neymar, como o clube esteve próximo de ter Mbappé e até mesmo qual foi o pedido de Lionel Messi para a diretoria nos últimos mercados de transferências.

Ao longo do mês de agosto de 2019, o Barcelona esteve muito próximo de acertar o retorno de Neymar ao clube. Na época, o time espanhol estipulou uma oferta de mais de meio bilhão de reais e o empréstimo de outros três atletas ao Paris Saint-Germain. Javier Bordas explicou por que a negociação não teve êxito e como até mesmo o pai de Neymar estava disposto a ajudar.

"Oferecemos 110 milhões de euros (R$ 550 milhões à época), mais Todibo, Rakitic e o empréstimo de Dembélé ao Paris Saint-Germain, que queria as mesmas condições, mas uma oferta de 130 milhões de euros, cerca de R$ 650 milhões. O pai do Neymar se ofereceu para colocar 20 milhões de euros (R$ 100 milhões) e acredito que ele até poderia ter abaixado o valor pela pressão que o Neymar estava fazendo. Até que chegou um momento que o pai do Neymar nos disse que o PSG não estava disposto a diminuir a pedida. Nóa havíamos chegado ao nosso limite, mas estava muito perto".

"O Neymar chamou um amigo dele que morava próximo de onde ele tinha casa em Barcelona e perguntou se havia como alugar um imóvel. Neymar esteve muito próximo mesmo. Mas, agora quem vive nessa casa é o Griezmann", disse o ex-dirigente do clube catalão.

A procura por Neymar, ainda em 2019, se deu por conta da própria saída do craque, dois anos antes, em 2017. Na época, após vender o craque ao Paris Saint-Germain, o clube catalão foi ao mercado para encontrar um substituto para o brasileiro.

Javier Bordas conta que o Barcelona teve um ambicioso plano para ter duas joias francesas ao mesmo tempo: Ousmane Dembélé e Kylian Mbappé, à época ainda no Monaco e tido como um dos nomes mais promissores do futebol.

"Nós tentamos acertar com o Mbappé e Dembélé juntos. Nós queríamos o Mbappé assim que o Neymar foi embora, porque nós sabíamos que o Real Madrid não poderia tê-lo, uma vez que tinha o trio BBC (Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo) e o Monaco queria vendê-lo para um clube que não fosse um rival direto. Nós fizemos uma oferta de 100 milhões de euros e acreditávamos que era uma proposta alta, mas dois dias antes do fechamento do mercado, o PSG contratou", contou o ex-dirigente.

Bordas explicou também como foi a procura do clube por Ramón Rodríguez Verdejo, o Monchi, diretor de futebol conhecido como 'Mago' no mercado de transferências e que trabalhou em clubes como Roma e Sevilla. Mesmo estando próximo do espanhol, o clube optou pela permanência de Pep Segura.

"Eu sabia que o Robert Fernández iria sair e falei com Monchi, Jordi Cruyff e Henry e todos estavam de acordo. Eles se admiravam mutualmente e acredito que poderiam ter feitos uma grande secretaria técnica. O Monchi estava na Roma e queria seguir por lá. Bartomeu confiava em Pep Segura, que era um defensor de La Masia, e o presidente via Monchi mais como um predador no mercado".

Javier Bordas ainda falou sobre a última grande problema que envolveu o Barcelona nas últimas semanas, que foi a quase saída de Lionel Messi após os fracassos na última temporada e a 'rota de colisão' do craque com o então presidente Josep Maria Bartomeu. O ex-cartola entregou até qual era o grande desejo do argentino.

"A continuidade do Messi vai depender de como ele vai ver a equipe. Se ele enxerga opções de ganhar, vai ficar. Mas ele sempre foi muito respeitosos com todas as decisões do clube. Se ele pediu reforços? Ele queria o Neymar", finalizou o ex-dirigente.