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Jesualdo Ferreira faz alerta a Abel Ferreira antes de chegada ao Palmeiras: 'A pergunta é se vai dar tempo'

O Palmeiras está muito próximo de anunciar Abel Ferreira como seu novo treinador. O profissional, que estava até então no PAOK, da Grécia, é mais um português a desembarcar no Brasil e tentar o sucesso semelhante ou ao menos próximo do que foi Jorge Jesus no Flamengo entre 2019 e 2020.

Dentre os inúmeros 'gajos' que chegaram ao país, um deles em especial ficou por pouco tempo e logo deu adeus ao Brasil: Jesualdo Ferreira.

Ex-técnico do Santos, o experiente nome ficou por apenas 15 jogo à frente do time da Vila Belmiro. A eliminação para a Ponte Preta, ainda nas quartas de final do Campeonato Paulista, foi a gota d'água para um trabalho que ainda patinava. Porém, Jesualdo aponta que o curto tempo concedido aos treinadores nos clubes brasileiros é o grande empecilho para que bons trabalhos possam ser realizados.

"A liga do Brasil é a mais difícil de trabalhar no mundo. Eu não digo isto agora, disse quando aí cheguei. Porque não se dá o tempo de falhar. Na segunda falha, já se está a retirar. E, depois, há muitas provas. Tu vês que até mesmo na Europa reduziram as provas e, no Brasil, quiseram fazer tudo igual com quatro meses a menos, depois da pandemia. Até o jogador brasileiro se acostuma. Trocar de técnico sempre? Parece normal. Viajar a cada três dias, parece normal. É viver num mundo mau e achar que está tudo bem.", disse o treinador em entrevista ao Blog do PVC, do portal Globo Esporte.

Jesualdo ainda falou sobre a chegada de Abel Ferreira ao Palmeiras e fez um alerta ao companheiro de trabalho. "O Palmeiras poderá ter 18 jogos em dois meses. Fala-se do número de partidas na Inglaterra, mas nada é igual ao Brasil. Condição para ser técnico do Palmeiras, ele tem. Mas a pergunta é se vai se dar o tempo. Então, não te posso responder se vai ter sucesso."

Por fim, Jesualdo ainda destacou o trabalho que vem sendo realizado pelos jovens treinadores brasileiros e aposta em uma 'linha única' para que o Brasil volte a ter protagonismo entre os 'professores' da bola.

"Só vai fazer sucesso quem for atrás do que se está fazendo. Vejo que há uma geração de novos técnicos brasileiros que estão tentando caminhar nessa direção. Só se tem entendimento prático, quando se tem o conhecimento teórico."