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Quanto Santos perde com contrato rompido pela Orthopride por causa de Robinho

O contrato rompido pela Orthopride rendia um total de R$ 2,4 milhões ao Santos, segundo informações de Jorge Nicola, comentarista dos canais ESPN. A patrocinadora anunciou o fim do vínculo com o clube após a contratação do atacante Robinho.

O acordo entre as partes iria até fevereiro de 2021, com a marca expondo seu logotipo dentro dos números da camisa da equipe alvinegra. O contrato previa o pagamento de R$ 2 milhões em 24 meses, mais R$ 400 mil em “permutas”, totalizando R$ 2,4 milhões.

A Orthopride já havia acenado com a possibilidade de rompimento de contrato recentemente em meio à pandemia do novo coronavírus. O Santos espera que seja o único caso de rescisão por receio da associação da marca com Robinho.

Em entrevista ao Globo Esporte, Richard Adam, diretor de operação da empresa, justificou a decisão "em respeito às mulheres", já que Robinho foi condenado na Itália por violência sexual em grupo contra uma mulher albanesa, em caso ocorrido em 2013.

Em comunicado, a Orthopride também explicou sua decisão: Temos uma grande admiração pela história e tradição do Santos e só ficamos sabendo da contratação do atleta Robinho durante o final de semana, através de veículos de comunicação e mídias sociais".

"Investimos constantemente em marketing esportivo porque acreditamos que o esporte seja uma ferramenta de transformação, mas não podemos passar por cima de valores como respeito, ética e dignidade entre os seres humanos".

"Por isso, nesta quarta-feira (14/10), optamos por rescindir o nosso patrocínio com o time, reforçando a empatia com o público feminino que faz parte da família Orthopride e tanto nos apoia", afirmou.

Após a revelação do fim do contrato com a empresa, o Santos se posicionou sobre a contratação de Robinho.

"Com relação ao processo do atleta Robson de Souza, o Clube não pode entrar no mérito da acusação, pois o processo corre em segredo de Justiça na Itália e sobretudo o Santos FC orgulha-se de, em sua história, sempre respeitar as garantias fundamentais do ser humano, dentre as quais, a presunção da inocência e o respeito ao devido processo legal", diz o documento.

"Ressalta-se ainda que não há condenação definitiva e o atleta responde em liberdade e não será o Santos FC que lhe dará uma sentença antecipada, prejulgando e o impedindo de exercer sua profissão. Como clube formador, onde o atleta viveu seus melhores momentos, em que teve diversas conquistas, não seria a nossa coletividade a lhe dar as costas e decretar juízo final de valor em um processo com recursos em andamento".

"Infelizmente vivemos na era dos cancelamentos, da cultura dos tribunais da internet e dos julgamentos tão precipitados quanto definitivos, porém há a certeza que o torcedor do Santos FC entenderá que compete exclusivamente a Justiça realizar o julgamento", encerrou o clube.