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Ex-Cruzeiro foi 'Messi do Cerrado' e quase largou o futebol; hoje, joga no Bahrein

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Ex-Cruzeiro revela como surgiu o apelido de 'Messi do Cerrado' (0:32)

Atualmente no Bahrein, o meia Luiz Fernando fez parte de uma geração muito vitoriosa na base do Cruzeiro (0:32)

Atualmente no Bahrein, o meia Luiz Fernando fez parte de uma geração muito vitoriosa na base do Cruzeiro. Aos 16 anos, ele chegou à Toca da Raposa e tempos depois jogou no time que derrotou o São Paulo - nos pênaltis - na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2007. O jogador foi um dos batedores na decisão que terminou com a conquista inédita para o time celeste.

“O goleiro se adiantou bastante e pegou a minha cobrança, mas para a minha sorte o bandeirinha mandou voltar. Na segunda chance eu acertei e deu tudo certo”, contou, ao ESPN.com.br.

O título coroou uma equipe que faturou vários títulos. Junto com outros colegas de equipe, Luiz foi promovido aos profissionais, no final de 2007, depois de vencer a Copa RS sub-20.

“Minha estreia foi contra o Ituiutaba-MG, hoje Boa Esporte-MG, pelo Mineiro de 2008. Foi a realização de um sonho profissional”, afirmou.

Enquanto a equipe titular jogava a Conmebol Libertadores, o meia fez mais quatro partidas no time celeste e foi campeão mineiro.

“Tinham muitos jogadores na minha posição que eram de confiança do treinador. O pessoal da base perdeu espaço depois do Estadual. Acho que faltou um pouco de oportunidade porque fui bem nos treinos e nos jogos. Faltou um pouco de paciência da comissão técnica à época, do [técnico] Adílson Batista”, analisou.

“Claro que ele não tem culpa de eu não ter vingado no Cruzeiro, mas faltou um pouco mais de paciência. A nossa safra era muito boa. Acho que a minha história teria sido totalmente diferente”, contou.

O meia foi emprestado para o Ipatinga-MG antes de encerrar o vínculo com o Cruzeiro, em 2010.

O 'Messi do Cerrado'

Luiz Fernando jogou depois por Rio Claro, São Caetano e Guarani-MG, no qual se destacou no Mineiro.

“As coisas começaram a acontecer. O Dorival Júnior queria me levar para o Atlético-MG e o Ricardinho entrou em contato comigo, mas não houve acerto do meu empresário com o clube”, contou.

Depois de não ir para o Atlético-MG, o meia canhoto foi contratado pelo Vila Nova-GO, em 2012.

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Luiz Fernando explica por que não vingou no Cruzeiro: 'Faltou oportunidade e paciência'

Atualmente no Bahrein, o meia Luiz Fernando fez parte de uma geração muito vitoriosa na base do Cruzeiro

“Estava com a confiança muito alta e fiz um primeiro turno de Série B espetacular. Um dia cheguei ao estádio e um torcedor apaixonado estava com uma placa me chamando de ‘Messi do Cerrado’. O apelido pegou! (risos)”, recordou.

“Em todo lugar que eu ia me perguntavam: ‘Você é o Messi do Cerrado?’ (risos). Ele já era um craque, mas não era o que é hoje. Foi uma brincadeira, mas um momento bacana da minha carreira”, contou.

Vendido para o empresário Eduardo Uram, que comanda o Tombense-MG, Luiz Fernando foi emprestado ao Figueirense. Depois de ficar um semestre em Florianópolis, o meia jogou nos Emirados Árabes e no Kwait.

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👱🏼‍♂️👀⚽️🙏🏻 #obrigadoJesus

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Desemprego no Brasil

Assim que voltou do Brasil, Luiz passou por vários altos e baixos. O meia chegou a ficar até cinco meses parado no segundo semestre de 2017 depois de jogar pelo Rio Preto-SP.

“Foi muito difícil porque só sabia jogar futebol. O dinheiro só saía, mas sempre tive uma família muito boa que estava ao meu lado. Pensei em fazer muitas coisas, até mesmo em ir embora para trabalhar nos Estados Unidos”.

Apesar disso, Luiz retomou a carreira e chegou a jogar todas as quatro divisões do Campeonato Brasileiro. A última delas foi a Série D de 2019 pela Patrocinense-MG.

“Curioso que eu não queria jogar lá, mas eles me ligaram o tempo todo. Um dia fui à academia e me deu uma paz no coração. Resolvi ligar para o pessoal do clube e me apresentei pouco depois. Estreei marcando o gol da vitória!”, afirmou.

Volta ao "mundo árabe"

Antes do término da Série D, Luiz foi contratado pelo East Riffa, do Bahrein.

“Nem imaginava como era o futebol daqui. De 2014 a 2019 queria muito voltar ao Mundo Árabe. Eu não pensei duas vezes em aceitar a oferta. Estou feliz e adaptado porque é um clube me dá todo suporte para jogar”.

Em um ano e meio no país, ele já ganhou vários presentes como relógios e fones de ouvido.

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في كل وقت الله طيب 👳🏼‍♂️❤️🙏🏻

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“O presidente do meu time é um príncipe que tem apenas 36 anos e morava nos Estados Unidos. É um povo com coração enorme e ama os brasileiros. Me sinto muito à vontade”, finalizou.