Fernando Diniz é o personagem principal de São Paulo x Atlético-GO, partida que acontece nesta quarta-feira, às 20h30 (de Brasília), no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. Pressionado pela sequência de sete jogos sem vencer, o técnico terá a chance de mostrar que é capaz de reagir. Caso contrário, pode ir dormir já sem emprego.
Uma situação semelhante já aconteceu no Tricolor há quase nove anos. Se por um lado defende a marca de nunca ter perdido para o time goiano em casa, o São Paulo já demitiu um treinador questionado pela torcida após uma derrota acachapante para este mesmo Atlético-GO. A vítima foi Adilson Batista.
Em 16 de outubro de 2011, o São Paulo de Adilson foi ao Serra Dourada enfrentar o Atlético pressionado. Nos bastidores, a diretoria já havia tomado a decisão de trocar o comando técnico em caso de derrota (alguma semelhança com os dias de hoje?).
Em campo, mesmo com nomes pesados como Rogério Ceni, Dagoberto e Luis Fabiano, o Tricolor levou 3 a 0 e complicou ainda mais o sonho de terminar o Brasileirão em alta. O escolhido como culpado foi Adilson, demitido ainda no vestiário pelo diretor de futebol Adalberto Batista.
"Conversamos durante a semana que essa partida do Atlético era de suma importância para a continuidade do trabalho. Temos dois jogos em casa agora onde precisamos do apoio da torcida e não de uma carga negativa do time. Entendemos que era o melhor neste momento", explicou o cartola.
Adilson teve sete vitorias, nove empates e seis derrotas na passagem de quase três meses pelo São Paulo. Recebeu o time na vice-liderança do Brasileirão e entregou para o interino Milton Cruz em sexto - dias mais tarde, Emerson Leão foi contratado. Na saída, o treinador chegou até a pedir desculpas à torcida.
"Futebol é assim. Quando não se vence é melhor sair. Fico chateado, procurando algumas coisas, mas sou novo, serve de aprendizado. Gostaria de agradecer pela oportunidade. Me dediquei ao máximo, mas não consegui. Peço desculpa ao torcedor são-paulino", disse Adilson, que meses antes havia sido demitido de Corinthians e Santos.
Nove anos depois, o Atlético-GO entra na vida do São Paulo em mais um momento delicado. Fernando Diniz acaba de completar um ano de clube, mas vive a pior sequência de resultados, com cinco empates e duas derrotas, série que confirmou a eliminação da Conmebol Libertadores e afastou o time dos líderes da Série A.
Nomes de possíveis substitutos já começam a pipocar nos vestiários do Morumbi, desde os recém-demitidos Diego Aguirre e Vagner Mancini (técnico do próprio Atlético-GO) até o ídolo Rogério Ceni e Paulo Autuori, campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes em 2005. Mas tudo pode mudar após o resultado de logo mais, quando Fernando Diniz joga a sobrevivência no cargo nesta noite. Conseguirá dar a volta por cima?
